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Gilsinho da Portela, morto nesta terça, iria gravar samba do Carnaval 2026

O corpo do cantor foi enterrado na tarde desta quarta (1), no cemitério Jardim da Saudade

ÁDISON RAMOS

01/10/2025 • 18:31 • Atualizado em 01/10/2025 • 18:31

Gilsinho da Portela

Gilsinho da Portela

Reprodução

O intérprete Gilsinho da Portela, que morreu nesta terça-feira (30), iria participar da gravação oficial do samba enredo da escola para o Carnaval de 2026 na semana que vem.

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O corpo do cantor foi enterrado na tarde desta quarta (1), no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio.

Nilce Fran, vice-presidente da Portela, contou que Gilsinho estava muito empolgado com o samba.

No ano que vem, a agremiação vai homenagear o Príncipe Custódio, uma figura histórica e espiritual de origem africana.

Antes do enterro, o corpo do intérprete foi velado na quadra da Portela, em Madureira. A cerimônia reuniu familiares, amigos e personalidades do mundo do samba. Entre os presentes, estava o também intérprete Wantuir Oliveira. Ele falou sobre a parceria que tinha com Gilsinho e da perda que ele representa para o carnaval brasileiro.

Gilsinho tinha sangue azul e branco. Ele era filho de um dos baluarte da Portela, o músico Jorge do Violão e sobrinho de coração da cantora Clara Nunes.O cantor estreou no carro de som da agremiação no início dos anos 90 e assumiu a função de intérprete em 2006. Na escola, ficou até 2012 e voltou em 2016.

No ano seguinte cantou o samba que deu o título à Águia de Madureira, depois de um jejum de 33 anos. No ano passado emocionou a Sapucaí ao cantar "Maria, Maria ", numa homenagem a Milton Nascimento.

O cantor morreu por complicações em decorrência de uma cirurgia bariátrica. Gilsinho tinha 55 anos e deixou dois filhos. O corpo do intérprete foi levado para o cemitério em carro do Corpo de Bombeiros e deixou a quadra da Portela sob aplausos ao som da bateria da escola.

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