
Gilsinho da Portela
Reprodução
O intérprete Gilsinho da Portela, que morreu nesta terça-feira (30), iria participar da gravação oficial do samba enredo da escola para o Carnaval de 2026 na semana que vem.
O corpo do cantor foi enterrado na tarde desta quarta (1), no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio.
Nilce Fran, vice-presidente da Portela, contou que Gilsinho estava muito empolgado com o samba.
No ano que vem, a agremiação vai homenagear o Príncipe Custódio, uma figura histórica e espiritual de origem africana.
Antes do enterro, o corpo do intérprete foi velado na quadra da Portela, em Madureira. A cerimônia reuniu familiares, amigos e personalidades do mundo do samba. Entre os presentes, estava o também intérprete Wantuir Oliveira. Ele falou sobre a parceria que tinha com Gilsinho e da perda que ele representa para o carnaval brasileiro.
Gilsinho tinha sangue azul e branco. Ele era filho de um dos baluarte da Portela, o músico Jorge do Violão e sobrinho de coração da cantora Clara Nunes.O cantor estreou no carro de som da agremiação no início dos anos 90 e assumiu a função de intérprete em 2006. Na escola, ficou até 2012 e voltou em 2016.
No ano seguinte cantou o samba que deu o título à Águia de Madureira, depois de um jejum de 33 anos. No ano passado emocionou a Sapucaí ao cantar "Maria, Maria ", numa homenagem a Milton Nascimento.
O cantor morreu por complicações em decorrência de uma cirurgia bariátrica. Gilsinho tinha 55 anos e deixou dois filhos. O corpo do intérprete foi levado para o cemitério em carro do Corpo de Bombeiros e deixou a quadra da Portela sob aplausos ao som da bateria da escola.
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