
Governador interino do RJ demite presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon
Tomaz Silva/Agência Brasil
O governador em exercício, desembargador Ricardo Couto de Castro, vai exonerar o presidente da Cedae, Aguinaldo Ballon. A informação foi confirmada pela reportagem da BandNews FM.
O Tribunal de Contas do Estado também investiga aplicações da companhia no Banco Master. Os valores chegaram a R$ 200 milhões.
Nos últimos dias, Ricardo Couto de Castro passou a fazer mudanças significativas no alto escalão do Governo.
Após a decisão do STF de manter o desembargador no cargo até a retomada do julgamento do formato para a eleição do mandato-tampão, Couto exonerou o presidente do Rioprevidência, Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso Cardoso.
A medida aconteceu após recomendação do Ministério Público, que investiga novas aplicações financeiras do fundo previdenciário após o caso Master.
O Rioprevidência investiu cerca de R$ 110 milhões em dezembro do ano passado em três fundos não cadastrados no sistema do fundo. O ex-presidente Devis Marcon Antunes segue preso. Ele foi exonerado em janeiro de 2026 e detido no mês seguinte.
Segundo o Tribunal de Contas do Estado, mais de R$ 1 bilhão e 600 milhões foram aplicados pelo Rioprevidência em fundos ligados direta e indiretamente ao Banco Master. Nicholas Cardoso ocupava o cargo de diretor de investimentos quando os aportes foram autorizados.
No Rioprevidência, o governador em exercício nomeou o procurador do Estado Felipe Derbli de Carvalho Baptista.
O chefe de gabinete do ex-governador Cláudio Castro, Rodrigo Abel, também foi exonerado na segunda-feira (13). No mesmo dia, o conselheiro da Agetransp, Charlles Batista, pediu demissão da agência reguladora. O ex-deputado estadual foi nomeado como assessor da Secretaria de Estado de Transportes e Mobilidade Urbana. Caberá ao Governo do Rio indicar um novo conselheiro, que deverá passar por sabatina na Assembleia Legislativa do Rio.
Nos próximos dias, outros procuradores podem ser nomeados. Na Secretaria da Casa Civil, Flávio Willeman pode assumir a pasta no lugar de Marcos Simões, chefe de gabinete de Nicola Miccione, que saiu após a renúncia de Castro.
Já na Procuradoria-Geral do Estado, o procurador Bruno Dubeux (DUBÊ) deve ser nomeado novamente no lugar de Renan Saad, que tinha sido nomeado por Castro em 2023.
Saad chegou a ser preso em 2019, em desdobramentos da operação Lava Jato, mas foi solto logo depois.
Após a anulação de provas, a denúncia do Ministério Público Federal de que o procurador teria recebido mais de R$ 1 milhão para autorizar a alteração no traçado da Linha 4 do metrô foi rejeitada.
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