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Governo do Rio anuncia novas operações para enfraquecer o Comando Vermelho

Cláudio Castro confirma ações integradas além das incursões policiais; relatório entregue ao STF detalha megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, que contou com 500 criminosos armados e uso de drones com explosivos

Vinícius Calixto
VINÍCIUS CALIXTO

05/11/2025 • 17:17 • Atualizado em 05/11/2025 • 17:17

Mortos da megaoperação

Mortos da megaoperação

Reprodução

O Governo do Rio vai realizar novas operações para desmontar ações do Comando Vermelho. A informação foi confirmada pelo governador do Estado, Cláudio Castro, ao âncora da BandNews FM, Carlos Andreazza. Segundo o mandatário fluminense, as ações não vão ser apenas focadas em incursões policiais nas favelas dominadas pela facção, mas com foco em outras frentes das quais a organização criminosa usa para se fortalecer.

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Ainda de acordo com as informações do governador, as operações policiais vão acontecer para retomar territórios.

Nesta semana, o Governo do Estado considerou de elevado risco os métodos usados pelos criminosos do Comando Vermelho contra os policiais durante a megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte da capital. O informação consta do relatório que foi entregue pelo governador do Rio, Cláudio Castro, ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

No documento, o governo do estado cita que os policiais utilizaram força proporcional a reação de bandidos. O relatório mostra que havia 500 bandidos fortemente armados e vestidos de roupas camufladas para dificultar as ações dos agentes.

O documento também mostra que os criminosos utilizaram um elevado poder bélico, com fuzis automáticos de uso militar calibres 556 e 762, além de explosivos militares e lançamento de bombas por drones.

O relatório apresentado ao ministro Alexandre de Moraes também apontou incompatibilidade com o número de criminosos presos que foi divulgado pelas forças de segurança no dia seguinte a operação. Inicialmente, o governo do estado divulgou o número de 113 bandidos presos. Já no documento, consta 99, além de 10 menores apreendidos.

Segundo a Polícia Civil, houve duplicação no número do registro de prisão de um mesmo criminosos, ocasionando o aumento na lista.

Entre os criminosos, 82 foram presos em flagrante e 17 por cumprimento de mandados. O documento também mostra que dos 17 detidos por cumprimento de mandados, sete são do Rio, um do Espírito Santo, dois de Santa Catarina, seis da Bahia e um de Pernambuco.

Além da diferença no número de presos inicialmente divulgados, também houve divergência na quantidade de armas apreendidas. Inicialemente, as forças de segurança divulgaram que 118 armas, entre fuzis, pistolas e explosivos haviam sido apreendidos. No relatório apresentado ao STF, foram constatados 122, sendo 96 fuzis.

Nesta quarta-feira (05), a reportagem da BandNews FM conversou com dois policiais que estiveram na megaoperação e que ficaram feridos. O capitão Paulo Araújo, com 22 anos de experiência no Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), classificou o confronto como o mais violento da carreira.

Já sargento Jorge Martins da Fonseca afirmou que quando sentiu que foi baleado, precisou manter a calma para não comprometer outros colegas que estavam na linha de tiro.

Na terça-feira (04), a Justiça do Rio autorizou a transferência de sete criminosos apontados como parte da cúpula do Comando Vermelho para um presídio federal após pedido do governo do Rio. O relatório das polícias Civil e Penal apontou que os bandidos ordenaram, de dentro da cadeia, represálias em diferentes pontos da cidade a megaoperação no Complexo da Penha e do Alemão.

Entre os principais chefes, estão Arnaldo da Silva Dias, o Naldinho, Carlos Vinicius Lírio da Silva, o Cabeça do Sabão, Eliezer Miranda Joaquim, o Criam, Fabrício de Melo Jesus, o Bicinho, Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, Alexander de Jesus Carlos, Choque, e Roberto de Souza Brito, o Irmão Metralha".

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