
A operação, considerada a maior da história do estado, contou com mais de 2500 agentes das polícias Civil e Militar.
Philippe Lima
O Governo do Estado do Rio responde aos questionamentos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e afirma que a Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28) nos Complexos da Penha e do Alemão, foi planejada e realizada "dentro dos parâmetros legais e constitucionais".
O documento, assinado pelo governador Cláudio Castro e enviado ao STF nesta segunda-feira (3), no âmbito da ADPF das Favelas, destaca que houve emprego proporcional da força por parte dos agentes e que as ações se concentraram, preferencialmente, em áreas não residenciais.
A operação, considerada a maior da história do estado, contou com mais de 2500 agentes das polícias Civil e Militar. No relatório, o governador Cláudio Castro também destacou que todos estavam equipados com câmeras corporais.
No documento de 26 páginas, o Governo do Estado afirma, ainda, que a operação foi acompanhada pelas corregedorias das corporações e pelo Ministério Público do Rio.
Além do pedido de explicações formais, por meio de ofício, o ministro Alexandre de Moraes também esteve na capital fluminense nesta segunda-feira (3), quando se reuniu com o governador Cláudio Castro e outras autoridades para tratar sobre o assunto.
Ao todo, 121 pessoas morreram durante a operação. Entre elas, estavam quatro agentes das forças de segurança.
Segundo o Governo do Estado, um inquérito foi instaurado para apurar a remoção e a descaracterização de corpos antes da realização de perícias, a fim de esclarecer as circunstâncias e identificar os responsáveis pela alteração do local.
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