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Governo do Rio suspende programa de videomonitoramento Sentinela

Projeto previa a instalação de 200 mil câmeras e tinha custo estimado em R$ 2 bilhões

Guilherme Faria
GUILHERME FARIA

09/07/2026 • 15:54 • Atualizado em 09/07/2026 • 15:54

Reprodução

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Camilla Alcântara

O Governo do Estado do Rio suspendeu o programa de videomonitoramento Sentinela. O decreto foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira (9).

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Anunciado no início do ano pelo então governador Cláudio Castro, o projeto tinha custo estimado de R$ 2 bilhões e previa a instalação de 200 mil câmeras em todo o estado.

Segundo o governo, a suspensão faz parte do processo de revisão administrativa de programas, contratos e despesas em andamento. A medida tem como objetivo reduzir gastos considerados elevados e adequar as iniciativas às prioridades da administração pública.

Quando foi lançado, o Sentinela foi apresentado como o maior programa de videomonitoramento da América Latina, com a proposta de integrar uma rede de segurança entre o governo estadual, os municípios e a sociedade. Além da segurança pública, o projeto previa ações voltadas ao ordenamento urbano, controle do tráfego e combate ao vandalismo.

Em fevereiro, o programa também foi alvo de uma decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), que determinou a suspensão da licitação para a compra das câmeras. Entre os questionamentos estavam a opção pela aquisição dos equipamentos, em vez da locação, e um suposto favorecimento a empresas estrangeiras no processo.

Na ocasião, o Governo do Estado negou irregularidades e afirmou que o projeto foi estruturado com "responsabilidade administrativa, rigor técnico e total transparência".

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