
Estação Leopoldina, na região central do Rio
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Os bondes históricos e outros bens ferroviários abandonados na Estação Leopoldina, na região central do Rio, vão começar a ser retirados pelo Governo do Estado após uma decisão da Justiça Federal. O material será levado para o Complexo Ferroviário de Deodoro, na Zona Norte.
A Justiça determinou, no dia 28 de abril, a retirada dos bens para permitir o avanço das obras de revitalização da estação, conduzidas pela Prefeitura do Rio. O prazo para o cumprimento da decisão era de 30 dias. Em caso de descumprimento, a multa poderia chegar a R$ 3 milhões.
A Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central) assinou um contrato emergencial de R$ 2,87 milhões com a empresa COL – Central de Logística Limitada para realizar a remoção, o içamento e o transporte dos equipamentos.
O contrato foi assinado em 17 de julho. A ordem de início dos serviços foi emitida em 29 de julho, com prazo de 30 dias para conclusão. Ao todo, serão retirados 15 bens, entre eles cinco bondes, locomotivas, vagões, trens ferroviários, guindastes e cofres.
A retirada dos equipamentos da Estação Leopoldina é discutida há pelo menos quatro anos. Em 2022, a União firmou um convênio com o Estado do Rio para a destinação do imóvel e a retirada dos bens ferroviários. No ano seguinte, a BandNews FM mostrou o estado de abandono dos equipamentos.
Segundo a União, a não retirada dos bens e o consequente atraso no projeto de restauração da estação poderiam gerar um prejuízo estimado em cerca de R$ 94 milhões.
Em documento assinado no início de julho, o presidente da Central, Luiz Cláudio Fernandes Lourenço Gomes, afirmou que a contratação emergencial tem como objetivo atender à decisão judicial e reduzir os riscos para a autarquia. Segundo ele, uma eventual apuração de responsabilidades sobre a situação será feita posteriormente por meio de procedimento administrativo.
Para o ex-presidente da Associação Fluminense de Preservação Ferroviária, Ricardo Lafayette, entre os bens que serão transportados estão alguns dos últimos modelos de locomotivas desse tipo ainda existentes no país.
As obras de restauração da Estação Leopoldina estão com cerca de 60% de execução. O projeto começou em julho de 2024, após a União ceder o terreno ao município, e prevê a recuperação do imóvel, a implantação de uma Fábrica do Samba, empreendimentos habitacionais com 700 unidades, equipamentos públicos de saúde e educação e um centro de convenções.
Em nota, a Prefeitura do Rio informou que a retirada do material rodante pela Central é um passo importante para o avanço das obras. Já a Central afirmou que o processo de remoção está na fase de trâmites e preparativos.
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