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Hemorragia e insuficiência causaram morte de menino que teria sido picado por cobra em Itaguaí

A família afirma que faltava soro antiofídico na unidade

Por Redação
REDAÇÃO

06/11/2025 • 17:27 • Atualizado em 06/11/2025 • 17:27

O soro foi solicitado ao Hospital Pedro II, em Santa Cruz, mas Miguel não resistiu.

O soro foi solicitado ao Hospital Pedro II, em Santa Cruz, mas Miguel não resistiu.

Reprodução

A certidão de óbito do menino de 13 anos que teria sido picado por uma cobra em Itaguaí, na Baixada Fluminense, aponta insuficiência cardiorrespiratória, edema pulmonar e hemorragia digestiva como causas da morte.

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Parentes dizem que Miguel brincava no quintal de casa quando foi picado e que o atendimento no Hospital Municipal São Francisco Xavier demorou porque os médicos teriam duvidado da hipótese de picada.

A família também afirma que faltava soro antiofídico na unidade. A tia de Miguel, Aparecida de Jesus, relata que o sobrinho chegou a ser transferido para o Hospital Pedro II, onde recebeu o soro, já em estado grave.

Os médicos disseram pra mim e pra mãe que já tinham visto o Miguel todo, não tinha nenhuma marca de mordida. Vocês precisam averiguar essa situação. Não existe um soro? Não tem um soro, alguma coisa que vocês possam dar pra ele pra combater o veneno do que mordeu ele? Passou um tempo que ele teve uma parada cardíaca, e aí a doutora explicou que ele tava em estado muito grave, tomou uma mordida. Então, mãe, o que acontece? A gente não viu nenhuma marca, mas a gente precisa transferir ele pra uma UTI.

O hospital informou que o adolescente chegou inconsciente e foi atendido conforme o protocolo para acidentes com animais peçonhentos. O soro foi solicitado ao Hospital Pedro II, em Santa Cruz, mas Miguel não resistiu.

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