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Homem é preso suspeito de matar enteado de 11 meses; bebê tinha sinais de maus-tratos

Em depoimento, o padrasto confessou que foi responsável pela morte, mas alegou ter sido um acidente

Pedro Dobal
PEDRO DOBAL

30/01/2025 • 08:37 • Atualizado em 30/01/2025 • 08:37

Arthur foi levado desacordado para UPA

Arthur foi levado desacordado para UPA

Reprodução/Redes Sociais

Vão responder por homicídio qualificado a mãe e o padrasto do menino de 11 meses que morreu com sinais de maus-tratos no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio.

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Arthur Victor dos Santos foi levado desacordado e com diversos hematomas pelo corpo para a Unidade de Pronto Atendimento da Vila do João na noite de quarta-feira (29). A equipe médica tentou reanimar o menino, mas ele não resistiu.

Em depoimento à Polícia, o padrasto primeiro disse que a criança tinha caído da cama, mas os policiais desconfiaram da versão apresentada, já que os ferimentos não eram compatíveis com uma queda de 50 cm de altura.

Depois, o padrasto confessou que foi o responsável pela morte, mas alegou ter sido um acidente. Sidny da Silva Ferreira, de 20 anos, afirmou que caiu com a criança no colo enquanto descia uma escada, mas os investigadores encontraram inconsistências no depoimento, como o fato do suspeito não apresentar qualquer tipo de ferimento.

Já a mãe do bebê, Rayane Rocha dos Santos, de 21 anos, disse que não estava em casa na hora e que também já tinha sido agredida pelo companheiro. Ela contou que chegou a ver o suspeito chutar a outra filha dela, de 2 anos, e que suspeitava que o bebê também fosse vítima das agressões. Para a delegada Fernanda Caterine, a omissão da mãe colaborou para a morte da criança.

O laudo do Instituto Médico Legal aponta que a causa da morte foi traumatismo craniano por ação contundente, que provocou afundamento do crânio, hemorragia interna e edema cerebral.

Após a repercussão do caso, vizinhos relataram que o menino era vítima de maus-tratos e chegava a ficar sozinho. Em um vídeo gravado por uma testemunha, o bebê aparece chorando enquanto batia na porta de casa.

Esse é o terceiro caso do tipo registrado no Rio de Janeiro em um intervalo de três semanas.

No dia 14 de janeiro, Benjamin Leonel, de 2 anos, morreu com sinais de agressões e desnutrição. A mãe e o padrasto são os principais suspeitos do crime.

Dois dias depois, Natan Ribeiro, de 4 anos, morreu após ser agredido até a morte. A mãe e o padrasto também alegaram que ele havia caído da cama. Os dois estão presos.

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