
A média é de 80 atendimentos por dia relacionados a vítimas de acidentes com moto
Polícia Civil
Os hospitais da rede municipal do Rio possuem uma média de 80 atendimentos por dia relacionados a vítimas de acidentes com moto em 2025. No ano, as unidades já registraram mais de 20.700 casos do tipo.
Para dar conta da demanda, alguns hospitais passaram a abrir setores exclusivos para vítimas de acidente de moto. No Hospital Municipal Barata Ribeiro, na Mangueira, Zona Norte do Rio, são 25 vagas. Já o Hospital Federal do Andaraí, que foi municipalizado, ganhou 27 leitos dedicados no segundo andar da unidade, que não estava em funcionamento.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, 40% das cirurgias ortopédicas de urgência estão relacionadas a acidentes de trânsito. Desses, 82% envolvem motos.
O secretário de saúde, Daniel Soranz, afirma que o custo anual da pasta com os atendimentos deste tipo é de R$ 130 milhões.
É um custo que poderia estar sendo utilizado para cirurgias ortopédicas de idosos, para compra de medicamento, para outras situações de saúde, que infelizmente é utilizado para cuidar de um problema de saúde que é evitável. É possível evitar essa epidemia de acidentes de moto. Lamentável a gente ter que estar abrindo alas de hospitais para fazer cirurgias ortopédicas de pessoas que sofreram acidentes de moto, sem contar os pacientes que vão a óbito devido a esse tipo de acidente, que também não foram poucos.
Na Linha Amarela, uma das principais vias expressas do Rio, mais de 70% das ocorrências entre janeiro e agosto de 2025 envolveram motos, de acordo com a Lamsa. No período, foram 403 acidentes com motociclistas, 30% a mais do que no mesmo intervalo do ano passado.
Alguns pontos de desatenção e imprudência são atribuídos ao aumento dos casos, como aponta o secretário Daniel Soranz.
Primeiro deles é desrespeito à lei de trânsito. A utilização do celular é um momento de distração pelo profissional que está dirigindo aquela moto ou o carro. Outra situação crítica para a gente é a questão da circulação entre os carros, não respeitando as faixas de circulação. E um terceiro ponto que para a gente é um ponto muito crítico do aumento das pessoas que andam acima da velocidade da via.
Um levantamento do Corpo de Bombeiros aponta que no estado, até o fim de setembro, foram registradas quase 37.200 colisões de motos com outros veículos, como carros, ônibus e bicicletas, e estruturas, como postes e muros, além de quedas de motoqueiros. Também houve mais de 2.300 casos envolvendo atropelamento com moto.
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