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Hospitais do Rio podem suspender atendimento a usuários da Unimed Ferj

Cerca de 40 unidades avaliam paralisação por falta de pagamento; decisão ainda depende de aval de órgãos reguladores

Fernanda Caldas
FERNANDA CALDAS

07/01/2026 • 14:47 • Atualizado em 07/01/2026 • 14:47

Unimed

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Divulgação

Cerca de 40 hospitais e clínicas ligadas à Associação de Hospitais do Estado do Rio devem suspender os atendimentos aos usuários da Unimed Ferj. A medida foi tomada durante uma assembléia da entidade nesta terça-feira (6).

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No entanto, a interrupção dos serviços, que pode acontecer em 30 dias, depende de que o Ministério Público do Estado do Rio, a Agência Nacional de Saúde Suplementar e as secretarias municipal e estadual de Saúde sejam notificadas e aprovem a decisão.

A Aherj reúne 107 hospitais e clínicas do Rio e cerca de 40 unidades atendem pacientes da Unimed Ferj.

Caso a suspensão aconteça, pacentes com cirurgias e procedimentos marcados podem ser afetados. Apenas os usuários que estão internados ou em tratamento devem continuar com os cuidados grantidos.

Segundo o presidente da entidade, Marcus Quintella, as unidades de saúde não têm condições de atender os pacientes, uma vez que sem receber da Unimed Ferj não tem dinheiro para pagar os fornecedores e ficam sem insumos.

Na reunião, a associação decidiu ainda que irá pedir que o MP e ANS tomem providências em relação à situação da operadora.

Enquanto a suspensão não acontece, pacientes seguem enfrentando problemas no atendimento nas unidades credenciadas do plano.

Nesta quarta-feira (7), a Tânia Mara de Souza disse que precisou esperar horas em uma fila para conseguir atendimento na unidade da Oncoclínicas na Barra da Tijuca, na Zona Norte do Rio.

Há cerca de um ano e meio, por conta de uma crise financeira, os usuários da então Unimed Rio, que atendia a capital e Duque de Caxias, foram enviados à Unimed Ferj, que atuava como entidade representativa das Unimeds Fluminenses. No entanto, especialistas dizem que a Unimed Ferj não tinha expertise para administrar planos de saúde, já que nunca foi operadora ou cooperativa médica.

Diante disso, unidades de saúde que prestavam serviços à empresa passaram a notificar oficialmente a operadora que não teriam mais condições financeiras de prestar atendimento aos beneficiários, por inadimplência nos pagamentos pelos atendimentos.

No dia 20 de novembro, a Unimed do Brasil passou a ser a responsável pela assistência dos beneficiários e pelo relacionamento com os prestadores de serviços de saúde. No entanto, pacientes continuam com problemas para realizar tratamentos e agendar consultas e exames.

Em nota, a Unimed Ferj disse que mantém contrato com cerca de 40 hospitais localizados nas cidades do Rio de Janeiro e Duque de Caxias e que a maioria deles já se encontra contratualizada pela Unimed do Brasil. Além disso, a operadora disse que é mentira a narrativa que tenta atribuir à associação um suposto valor de dívida assistencial que, segundo a empresa, não existe.

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