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Influenciadores são presos por promover manobras ilegais no trânsito

Operação da Polícia Civil prende influenciadores e apreende veículos usados em manobras ilegais

CLARA NERY

08/12/2025 • 10:27 • Atualizado em 08/12/2025 • 10:27

Vídeo mostra direção perigosa em vias de grande movimentação

Vídeo mostra direção perigosa em vias de grande movimentação

Reprodução

Quatro pessoas foram presas em flagrante, nesta segunda-feira (8), durante uma operação da Polícia Civil contra influenciadores que publicavam vídeos de manobras perigosas, “pegas” e outras irregularidades no trânsito para ganhar visibilidade nas redes sociais. Segundo a corporação, os detidos também são investigados por promover publicidade enganosa ou abusiva, explorar jogos de azar e induzir seguidores a práticas de especulação. Na ação, os agentes recolheram cinco carros, cinco motos e dois quadrículos.

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A ofensiva, chamada Zero Grau, é coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e cumpre mandados de busca e apreensão em endereços da Zona Norte, Zona Oeste e Baixada Fluminense. A investigação começou após a circulação de vídeos em que motociclistas aparecem realizando manobras ilegais em vias movimentadas do Rio.

De acordo com a polícia, os suspeitos formavam um grupo organizado, que produzia e divulgava conteúdos de risco de maneira sincronizada para ampliar o alcance das publicações. As postagens seguiam um padrão, com o uso de hashtags semelhantes e aparições conjuntas, estratégia que, segundo os agentes, ajudava a impulsionar o engajamento nas plataformas digitais.

As autoridades afirmam ainda que os influenciadores frequentavam eventos clandestinos, nos quais veículos de alto valor eram exibidos e infrações de trânsito eram incentivadas.

Nesta fase da operação, a meta é interromper a divulgação desse tipo de conteúdo e evitar que comportamentos criminosos sejam tratados como entretenimento. As equipes também buscam celulares e outros equipamentos que possam auxiliar na identificação de novos participantes e no rastreamento dos veículos usados nas ações.

Os investigados podem ser responsabilizados por crimes como atentado contra a segurança de meios de transporte, adulteração de sinal identificador de veículo, incitação ao crime e associação criminosa.

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