
Profissionais da saúde afirmam que a inteligência artificial é incapaz de saber as condições de saúde das pessoas
Pexels
Especialistas alertam para os riscos do uso de inteligência artificial para "consultas" sobre remédios e sintomas. A prática, que leva à automedicação, tem se tornado cada vez mais comum e preocupa médicos e farmacêuticos, por exemplo.
Profissionais da saúde afirmam que a inteligência artificial é incapaz de saber as condições de saúde das pessoas e reúne dados de diferentes fontes. Por isso, a ferramenta pode indicar mais de uma doença e errar a dosagem. Com isso, o paciente pode ter efeitos colaterais sérios, como explica o médico Antonio Carlos Endrigo, presidente da Comissão de Saúde Digital da Associação Médica Brasileira (AMB).
O estudante Rodrigo Rodrigues já recorreu à IA e se automedicou, mas o resultado não foi o esperado: ele tomou um anti-inflamatório, quando, na verdade, precisava de um antibiótico.
O médico Antonio Endrigo pondera que a IA pode até ser usada para consultar a finalidade de um remédio, mas o sistema não pode substituir uma consulta médica.
Em maio, o Governo Federal publicou uma resolução do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) sobre o uso da Inteligência Artificial na prática médica. O documento afirma que a IA não substitui a decisão do médico, que tem autonomia no exercício da profissão e deve usá-la como ferramenta em benefício do paciente e da sociedade.
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