
Marcinho VP, chefe do CV
Philippe Lima e Reprodução
Mais detalhes sobre a cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital, as duas maiores facções criminosas do País, vieram à tona durante a Operação Red Legacy, deflagrada nesta quarta-feira (11) pela Polícia Civil do Rio. A ação tem como alvo principal o núcleo familiar do chefe do CV Marcinho VP.
A investigação aponta para indícios de articulação entre os grupos em diferentes estados, indicando até mesmo formação de cartel com outras facções que fortalecer o controle de rotas do tráfico e ampliar a influência das organizações criminosas no Brasil.
De acordo com a Delegacia de Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, o material reunido revela que o Comando Vermelho mantém uma estrutura organizada, com conselhos e divisão territorial, além de capacidade de articulação interestadual com outras facções e também em áreas dominadas pelo grupo fora do RJ.
A atuação internacional da organização criminoso fez com que o governo dos EUA, sob a gestão Donald Trump, passasse a analisar a possiblidade de classificar o CV como Organização Terrorista Estrangeira, ou seja, ameaças significativas à segurança regional. A medida, que também pode englovar o PCC, visa facilitar sanções financeiras, apreensão de bens e combate internacional ao narcotráfico.
Historicamente, CV e PCC romperam um pacto em meados de 2016 e alternam entre conflitos sangrentos por domínios em presídios e parcerias comerciais estratégicas para lavagem de dinheiro.
Durante alguns anos, as facções mantiveram uma espécie de aliança informal que ajudou na expansão das facções em diferentes regiões do Brasil, especialmente no Norte e no Nordeste, com troca de apoio logístico, armas e drogas.
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