
Mesmo com a proibição, as serpentinas metálicas são facilmente encontradas à venda na internet
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Confete, serpentina e spray de espuma. Itens tradicionais do carnaval carioca e que ajudam a colorir e divertir o festejo dos foliões. Apesar de parecerem inofensivos, alguns deles podem trazer riscos, até mesmo à vida de quem utiliza. A serpentina metalizada, por exemplo, pode ser encontrada em várias cores e serve para decorar os bailes ou para serem arremessadas em blocos de rua. No entanto, se em contato com a rede elétrica, pode causar acidentes. Na cidade do Rio, uma lei municipal de 2012 proíbe a comercialização, distribuição e uso da serpentina metálica. Os estados da Bahia e Pernambuco também decretaram a proibição recentemente. A superintendente de Relações Institucionais da empresa Neoenergia Coelba, Maria Helena de Farias Monteiro, explica a importância da proibição destes objetos.
É importantíssima para que possamos garantir a segurança não só do carnaval, mas de outros festejos em que há concentração de pessoas. Essa serpentina metalizada, quando entra em contato com a rede elétrica, pode causar não só a interrupção de serviço, mas também acidentes, até fatais. Identificamos que, embora a lei já esteja vigente, muitas pessoas ainda estão utilizando serpentinas metalizadas. É importantíssimo que a população, os representantes de bloco de camarote, os turistas, todos os foliões compreendam o risco de utilização dessas serpentinas. Precisamos evitar não só a interrupção do serviço, mas também garantir um carnaval com muita energia e com muita segurança para todos.
Mesmo com a proibição, as serpentinas metálicas são facilmente encontradas à venda na internet, por preços que variam entre R$ 20 e R$ 50. Às vésperas do carnaval do ano passado, em Salvador, as serpentinas metálicas causaram queda do fornecimento de energia elétrica em um bairro por várias horas, enquanto na cidade de Olinda, no último Réveillon, uma pessoa recebeu uma descarga elétrica após arremessar o objeto na rede de distribuição, sofrendo queimaduras. Em 2011, durante um bloco de carnaval em Minas Gerais, a tragédia foi pior. Dezesseis pessoas morreram e outras 55 ficaram feridas devido a um curto-circuito, provocado pelo uso de serpentina metálica, que entrou em contato com uma rede de média tensão. Outro material nocivo que traz um alerta das autoridades é a pomada de cabelo. Nos últimos dias de dezembro do ano passado, no período das festas de fim de ano, 72 pessoas precisaram de atendimento oftalmológico no Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. O produto causa queimadura depois que escorre para a área dos olhos. O subsecretário executivo de saúde do município do Rio, Rodrigo Prado, diz que é importante pesquisar o registro do produto antes de utilizar.
Não podemos esquecer as nossas recomendações, então super importante para todo mundo curtir um carnaval tranquilo. Cuidado com os produtos cosméticos, principalmente com essas ceras. Nos últimos carnavais nós temos tido problemas de pessoas que passam essas ceras. Com o calor, essa cera derrete e acaba causando lesões oftalmológicas. Então é importante tomar cuidado, ler o registro do produto direitinho.
Desde 2007, a comercialização e uso de espumas acondicionadas em aerosol spray também são proibidos na cidade do Rio, com a justificativa de poder atingir olhos, nariz e boca, principalmente de crianças e idosos, além de provocar brigas e tumultos quando acionados, atingindo pessoas contra sua vontade.
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