
Rodrigo Marinho Crespo foi morto no Centro do Rio
Reprodução/Redes Sociais
As testemunhas de acusação serão as primeiras a serem ouvidas no Tribunal do Júri que vai julgar os acusados pela morte do advogado Rodrigo Marinho Crespo. O assasinato aconteceu em frente à sede da OAB, no Centro do Rio, no dia 24 de fevereiro de 2024. A sessão começa na parte da manhã, mas pode terminar somente nesta sexta-feira (6).
Em seguida, as testemunhas da defesa são convocadas, assim como peritos. Por último, os acusados serão interrogados.
Segundo as investigações, Cezar Daniel Mondego de Souza e Eduardo Sobreira de Moraes passaram a monitorar o advogado e o policial militar Leandro Machado da Silva é acusado de ter coordenado a execução e alugado os carros utilizados.
Os três foram presos no mesmo ano e respondem por homicídio qualificado por motivo torpe e com recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento pelo Tribunal do Júri seria realizado nos dias 2 e 3 de dezembro, mas foi adiado para nova concessão de prazo para defesa.
Para a Polícia, Rodrigo Crespo foi vítima de um grupo de matadores de aluguel. Os integrantes atuam em uma quadrilha que explora o comércio ilegal de cigarros.
O bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, pode estar envolvido no assassinato. O contraventor apontado como chefe da máfia de cigarros ilegais do estado foi preso no final do mês passado em uma mansão em Cabo Frio, na Região dos Lagos, em uma operação conjunta com a Polícia Civil.
Para o Ministério Público, o crime foi motivado por disputa ligada a jogos de apostas online e cometido para garantir outros crimes.
O executor do crime ainda não foi identificado. O criminoso atirou cerca de 10 vezes nas costas contra o advogado, em uma emboscada. O mandante também ainda não foi descoberto.
A Polícia ainda identificou um quarto suspeito Ryan Patrick Barboza de Oliveira, que também monitorou a vítima. O criminoso foi preso em agosto de 2024 por envolvimento em outro crime.
Ele é acusado de monitorar e coordenar o assassinato do sócio de um bar em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, que teria pegado dinheiro de máquinas caça-níqueis do grupo chefiado pelo bicheiro Adilsinho.
Já em abril do ano passado, ao menos três pessoas foram detidas em uma operação que investigava a morte do advogado.
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