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Justiça condena último envolvido na morte de congolês na Barra da Tijuca

Brendon Alexander Luz da Silva é condenado a 18 anos por matar o congolês Moïse Kabagambe

Daniel Henrique
DANIEL HENRIQUE

16/04/2026 • 08:36 • Atualizado em 16/04/2026 • 08:36

Moïse Kabagambe, morto após cobrar diárias atrasadas em um quiosque na Barra da Tijuca

Moïse Kabagambe, morto após cobrar diárias atrasadas em um quiosque na Barra da Tijuca

Reprodução/Arquivo Pessoal[

O último denunciado a ser julgado por agredir até a morte o congolês Moïse Kabagambe é condenado a 18 anos e 8 meses de reclusão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado.

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O julgamento de Brendon Alexander Luz da Silva aconteceu nesta quarta-feira (15), no I Tribunal do Júri da Capital, do Tribunal de Justiça do Rio.

Em janeiro de 2022, Moïse foi espancado por quase 13 minutos,(( com golpes de taco de beisebol, socos, chutes e tapas,)) depois de ter cobrado o pagamento de diárias atrasadas ao dono do quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio. Uma câmera de segurança do estabelecimento mostra Brendon ao lado de outro acusado posando para uma foto enquanto a vítima já estava imobilizada no chão, aparentemente desacordada.

Durante a leitura da sentença, a juíza Alessandra da Rocha Lima Roidis, que presidiu a sessão, disse que o Conselho reconheceu que o crime foi praticado com emprego de meio cruel, pois a vítima foi agredida 'como se fosse um animal peçonhento'. A sentença ainda destaca que Brendon, que é lutador de jiu-jitsu, imobilizou o congolês para que os outros acusados pudessem agredi-lo.

Durante o julgamento, Brendon confirmou que amarrou a vítima, mas alegou não ter tido a intenção de matar e não ter usado técnicas de jiu-jitsu para machucá-la. Ele afirmou que a intenção era imobilizar Moïse até a chegada da polícia. Durante a fala, o réu pediu desculpa à família da vítima.

Os outros dois réus do caso, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, foram condenados em março do ano passado, com penas que, somadas, chegam a 44 anos de prisão em regime fechado.

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