
Operação Narcofluxo: Justiça decide situação de 33 investigados
Reprodução
A Justiça Federal definiu a situação dos 33 investigados na Operação Narcofluxo após a realização das audiências de custódia. As decisões foram tomadas pelo Juízo da 5ª Vara Federal de Santos, responsável pelo caso.
Segundo a determinação judicial, a maioria dos investigados seguirá presa. Apenas uma mulher teve a prisão convertida em domiciliar, com uso de monitoramento eletrônico. Os demais pedidos ainda pendentes serão analisados posteriormente, após manifestação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal (MPF). O processo tramita sob sigilo.
Entre os alvos da operação está o cantor Poze do Rodo, que foi preso em casa e permanece detido no Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Também foram citados nas investigações o cantor MC Ryan SP, o responsável pela página de entretenimento Choquei, Raphael Sousa Oliveira, e o influenciador Chrys Dias.
Em entrevista à BandNews FM, o advogado de MC Ryan SP, Felipe Cassimiro, afirmou que o artista nega as acusações e disse que a defesa já reúne documentação para comprovar a inocência do cantor.
“A gente nega, com veemência, toda e qualquer prática delitiva atribuída ao Rião. Ele é inocente e a defesa já está produzindo as provas para demonstrar isso. O escritório confia na Justiça e acredita que a prisão temporária será revertida.”
De acordo com a Polícia Federal, o grupo é suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro com atuação no Brasil e no exterior. As apurações indicam que artistas e influenciadores utilizavam rifas digitais e plataformas de apostas para movimentar recursos ilícitos.
O relatório da PF aponta que o volume financeiro ligado ao esquema pode chegar a R$ 260 bilhões. Desse total, mais de R$ 1,6 bilhão teria sido lavado por influenciadores.
As investigações também indicam que a estrutura utilizava a música e as redes sociais para dar aparência de legalidade às operações, além da venda de ingressos, produtos e uso de criptoativos para ocultar a origem dos valores.
A Polícia Federal também apura uma possível conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC), com indícios de fluxo contínuo de recursos ligados à facção.
Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. As defesas dos citados ainda não se manifestaram.
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