
O desembargador considerou que os motivos iniciais que determinaram a transferência do Faraó dos Bitcoins para um presídio federal persistem.
Reprodução/Redes Sociais
A Justiça do Rio mantém a prisão de Glaidson Acácio dos Santos, o Faraó dos Bitcoins, em presídio federal. Detido desde 2021, Glaidson é apontado como chefe de uma organização criminosa envolvendo criptomoedas, que teria movimentado cerca de R$ 38 bilhões.
A decisão foi publicada nesta quarta-feira (24), pelo desembargador Claudio Tavares de Oliveira Junior. De acordo com o documento, há fortes indícios de que o Glaidson se valia da liderança em perigosa organização criminosa para corromper agentes públicos, adquirir alimentos e bebidas proibidos, receber visitas não credenciadas e se comunicar de forma ilimitada por meio de aparelho celular.
Além disso, de acordo com o Ministério Público, a esposa e sócia do preso movimentou cerca de um bilhão de reais após a prisão cautelar do marido, o que a levou a ser presa em 2024. A capacidade econômica da organização potencializa o alcance da atuação, com mais de 7.500 celulares apreendidos no interior das unidades prisionais do Rio só em 2024.
O desembargador considerou que os motivos iniciais que determinaram a transferência do Faraó dos Bitcoins para um presídio federal persistem.
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