
A Justiça do Rio encaminhou o habeas corpus para parecer do Ministério Público
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A primeira audiência de instrução e julgamento do caso que terminou em morte após uma hidrolipoaspiração na clínica Amacor, na Zona Oeste do Rio, vai ser realizada na tarde do dia 19 de fevereiro. A data foi marcada pelo juiz Thiago Portes Vieira de Souza, que também decretou a soltura da enfermeira que participou do procedimento estético no dia 8 de setembro do ano passado.
Sabrina Rabetin Serri vai responder em liberdade pelos crimes de homicídio qualificado e falsidade ideológica. A defesa da enfermeira disse que ela é ré primária e que não tem antecedentes criminais. Segundo o juiz Thiago Portes, apesar da gravidade dos fatos, não há novos fatos para manter a prisão cautelar. A acusada não pode manter contato com vítimas ou testemunhas e precisa comparecer duas vezes ao ano. O Ministério Público foi contra a soltura.
Já o médico cirurgião plástico José Emílio de Brito entrou com pedido de prisão domiciliar humanitária ao alegar que o profissional é portador de diversas doenças cardiovasculares.
A Justiça do Rio encaminhou o habeas corpus para parecer do Ministério Público.
O caso aconteceu no dia 8 de setembro, em Campo Grande. Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, morreu após ser perfurada sete vezes durante uma hidrolipoaspiração.
O médico José Emílio de Brito tinha dito que a morte foi causada por broncoaspiração, seguida de parada cardiorrespiratória. No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal apontou sete perfurações, sendo duas no rim esquerdo e na cavidade abdominal.
O Conselho Regional de Medicina do Rio abriu sindicância para apurar a conduta do profissional. O processo segue sob sigilo se ele for posto em liberdade, ele pode voltar a atuar
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