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Justiça do Rio marca para o fim de maio o interrogatório dos acusados no caso PCS Saleme

Nesta segunda-feira (5), quatorze pessoas prestaram depoimento durante a terceira audiência de instrução e julgamento do caso

João Boueri
JOÃO BOUERI

05/05/2025 • 07:54 • Atualizado em 05/05/2025 • 07:54

Laboratório PCS Lab Saleme unidade Nova Iguaçu

Laboratório PCS Lab Saleme unidade Nova Iguaçu

Reprodução

A Justiça do Rio marca para o fim de maio o interrogatório dos acusados de envolvimento no escândalo dos transplantes de órgãos com HIV. Nesta segunda-feira (5), quatorze pessoas prestaram depoimento durante a terceira audiência de instrução e julgamento do caso, realizada na Comarca de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

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Duas testemunhas do Ministério Público e doze listadas pelas defesas dos acusados de envolvimento no escândalo prestaram depoimento. O processo está em segredo de justiça. A próxima audiência está marcada para o dia 26/05, às 13h.

Quatro funcionários e dois sócios do laboratório PCS Saleme cumprem medidas cautelares. O Ministério Público acusa os réus pelos crimes de associação criminosa, lesão corporal gravíssima, falsidade ideológica e falsificação de documento particular.

Nas duas audiências anteriores, a Justiça ouviu os pacientes, funcionários do laboratório PCS Lab Saleme e parte das testemunhas. Até o final do processo, 41 pessoas devem ser ouvidas.

Para o Ministério Público, a diretoria do laboratório negligenciou o controle de qualidade, para economizar recursos financeiros. A possível falsificação de documentos também é apurada.

Em outubro do ano passado, a BandNews FM revelou com exclusividade que testes emitidos pelo laboratório PCS Lab Saleme, contratado pelo Governo do Rio, deram falso-negativo para o HIV. Ao todo, seis pacientes passaram a conviver com o vírus após a realização de transplantes na rede estadual de saúde do Rio de Janeiro.

A Fundação Saúde afirma que adotou uma série de medidas para sanar todas as inconformidades identificadas. As defesas negam as acusações. As polícias Civil e Federal, além do Ministério Público, também investigam o caso.

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