
Outras vítimas relataram ter visto o criminoso mostrando as partes íntimas para crianças e adolescentes na rua
Divulgação/Gabriel
Foi solto o criminoso que depredou veículos estacionados em Copacabana, na Zona Sul do Rio, e perseguiu uma mulher após a Justiça considerar a prisão dele ilegal. O homem foi flagrado usando uma barra de ferro pra cometer o crime.
Na audiência de custódia realizada neste domingo (25), a juíza Ariadne Villela Lopes considerou que não houve flagrante quando Fabricio Pereira da Silva foi capturado, na sexta-feira (23).
A Polícia Civil afirma que ele é responsável por uma série de crimes de perseguição contra uma mulher no bairro. Além de constranger a vítima ao longo de várias semanas, Fabricio ainda praticou outros crimes como ameaças, danos qualificados e práticas de atos obscenos.
O delegado Vitor Becker afirma que a prisão foi efetuada com base no artigo 147-A do código penal, que fala sobre a perseguição reiterada, conhecida juridicamente como stalking, considerada crime no Brasil e que prevê o flagrante.
Durante o trabalho de investigação, os agentes conseguiram uma imagem de câmera de segurança que flagrou o homem em situação de rua andando pela rua Santa Clara em Copacabana segurando uma barra de ferro.
Segundo a Polícia Civil, ele danificou ao menos seis veículos estacionados em diferentes pontos do bairro utilizando a barra de ferro e atingido os para-brisas, causando grande prejuízo material às vítimas e sentimento de insegurança na população local.
Assim que os primeiros registros chegaram à unidade policial, as equipes iniciaram levantamento técnico e conseguiram identificar o autor e realizar a prisão, segundo o delegado.
Fabricio tem várias passagens pela polícia por crimes como ameaça, furtos, roubos, porte de arma branca, porte ilegal de arma de fogo, furto em interior de veículo, receptação e ato obsceno.
Além disso, já era investigado por crime de perseguição, no qual uma das vítimas relatou ser alvo de intimidações constantes, abordagens agressivas, ameaças verbais e restrições à sua liberdade de locomoção, vivendo sob permanente estado de temor.
Durante a apuração, a vítima voltou a ser ouvida e confirmou que o autor continua a persegui-la reiteradamente, reconhecendo-o formalmente como responsável pelas condutas criminosas.
Outras vítimas relataram ter visto o criminoso mostrando as partes íntimas para crianças e adolescentes na rua.
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