
Escola Municipal Professora Olga Teixeira de Oliveira
Reprodução
A Prefeitura de Duque de Caxias deve realizar na próxima terça-feira (19) a desinfecção das caixas d'água e cisternas da escola onde dezenas de alunos foram diagnosticados com hepatite A. De acordo com comunicado da Escola Municipal Professora Olga Teixeira de Oliveira, no Parque Lafaiete, a Vigilância Sanitária realiza uma análise da água coletada.
Segundo os responsáveis, mais de 20 crianças e adolescentes estão infectados. A Hepatite A é transmitida pelo contato de fezes com a boca ou por meio de relações sexuais e está ligada, principalmente, a alimentos e água contaminados e à falta de saneamento básico.
O problema, de acordo com os relatos, pode ter sido causado pela contaminação da cisterna por esgoto. Na manhã de quarta (13) e dessa quinta-feira (14), houve reuniões com os pais de algumas turmas.
Segundo os responsáveis, a direção informou que não vai suspender as aulas por orientação da Secretaria Municipal de Educação, apenas reduzir os horários.
A enfermeira Katia Fraga conta que a preocupação é maior, porque a unidade atende crianças e adolescentes com autismo, que não entendem as precauções que devem ser tomadas.
“Fecharam metade do banheiro. Pediram às crianças para que não usem a bica e usem álcool em gel. Ontem mesmo nós tivemos um relato de uma criança autista que bebeu água do banheiro, porque não tinha água do bebedouro. Então é o tipo de controle que é difícil eles terem.”
A Secretaria Municipal de Educação afirma que os bebedouros e reservatórios estão lacrados, que está comprando água para os alunos que não levam de casa e que os alimentos estão sendo preparados com água mineral.
Mas mesmo assim, muitos pais decidiram não mandar os filhos para o colégio, até que o problema seja resolvido. Eles vão ter as faltas abonadas.
Parte dos contaminados teve que ser internada. Jéssica Oliveira é mãe de dois estudantes. Ela conta que um deles, de 16 anos, está no hospital.
“Eu quero ajuda, eu quero resposta, eu quero que vão lá tratar da água, eu quero que tomem as atitudes cabíveis, para a gente poder mandar nossas crianças para a escola com segurança. Eu não quero ter que chegar em casa e ter que voltar com meu outro filho para o hospital sem saber o que fazer, sem ter uma solução, sem ter uma resposta. Não é brincadeira, esse vírus não é uma 'virosezinha'. Tem crianças que foram para a UTI nos dias de hoje por conta disso.
De acordo com o hepatologista Carlos Terra, há ainda a possibilidade da doença ter sido transmitida de aluno para aluno, mas ainda é preciso uma análise das condições de saneamento do local.
Dados do Governo mostram que o número de casos de hepatite A no estado do Rio entre janeiro a agosto é o maior desde 2015. Foram 550 registros.
Os sintomas vão desde dores musculares e febre até olhos amarelados. uma das principais formas de prevenir a doença é a vacinação.
A vacina contra a hepatite A é dada em uma dose para crianças com 15 meses até quatro anos, e em duas doses para pessoas com mais de um ano com condições de saúde específicas, como transplantados e pessoas com HIV.
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