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Mais de 200 funcionários de saúde do Rio pedem transferência por violência

A UPA de Costa Barros está fechada há quinze dias após ter sido invadida duas vezes por criminosos

Daniel Henrique
DANIEL HENRIQUE

14/10/2025 • 14:29 • Atualizado em 14/10/2025 • 14:29

UPA de Costa Barros, na Zona Norte da cidade

UPA de Costa Barros, na Zona Norte da cidade

Divulgação / Prefeitura do Rio

Mais de 200 funcionários de unidades públicas de saúde da cidade do Rio de Janeiro já pediram transferência este ano por questões de violência e insegurança. A informação é do secretário municipal de saúde, Daniel Soranz.

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A UPA de Costa Barros, na Zona Norte da cidade, está fechada há quinze dias após ter sido invadida duas vezes por criminosos no intervalo de algumas horas. Os bandidos chegaram a levar dois pacientes, confundidos com criminosos rivais,e ameaçaram funcionários, exigindo que não denunciassem o episódio de violência. Dias antes, o carro de uma médica que trabalhava na unidade foi alvejado durante um tiroteio entre criminosos e policiais.

Moradores da região se reuniram em frente à UPA de Costa Barros, no início da tarde desta terça-feira (14), em uma manifestação pela reabertura do espaço. Daniel Soranz afirma que a unidade está pronta para ser reaberta, mas que ainda precisa de uma resposta dos órgãos de segurança pública do Estado sobre a segurança na região e sobre a investigação dos casos de violência para que volte a atender aos pacientes.

A gente fez manutenção dos aparelhos dentro da unidade, também substituímos alguns insumos que estavam para vencer, mas a UPA está prontinha para voltar a funcionar, só esperando as questões de segurança do próprio território para que a gente possa retomar o funcionamento lá. Infelizmente, a maioria dos funcionários que estavam trabalhando nessa UPA pediram transferência, não querem retornar para a unidade, então a gente vai ter que ver uma nova força de trabalho, uma nova equipe para o funcionamento da UPA de Costa Barros.

O secretário ainda afirma que uma das principais alegações de funcionários que pedem transferência em todo o município é a ameaça por criminosos, citando outros casos de violência.

Ao todo, em todas as unidades do município, mais de 200 funcionários pediram transferências alegando problemas de insegurança no local. É uma situação de fato crítica. A gente teve uma médica que teve o carro baleado na porta da unidade enquanto prestavam atendimento. A gente teve funcionários que foram sequestrados na ambulância. Alguns receberam mensagens de ameaças dos traficantes do local. Então a situação da insegurança é altíssima. E os funcionários se sentem muito preocupados com a situação também.

A reportagem ainda aguarda uma resposta da Polícia Civil sobre as investigações das invasões na UPA de Costa Barros. A Polícia Militar diz que o policiamento continua reforçado na região.

Até o dia 17 de outubro, as unidades de saúde municipais precisaram ser fechadas 698 vezes em 2025 por conta de confrontos armados e operações policiais no Rio de Janeiro.

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