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Marinha lança quarto submarino 100% brasileiro, o Almirante Karam

Submarino passa por testes e reforça programa que prepara casco nuclear até 2033

ÁDISON RAMOS

26/11/2025 • 19:02 • Atualizado em 26/11/2025 • 19:02

Já o submarino Toneleiro passou por essa fase e hoje foi incorporado à frota da Marinha

Já o submarino Toneleiro passou por essa fase e hoje foi incorporado à frota da Marinha

Divulgação

A Marinha lançou, nesta quarta-feira (26), o quarto submarino construído com mão de obra totalmente brasileira. O Almirante Karam foi apresentado no estaleiro de Itaguaí e tem setenta metros de comprimento e seis de largura.

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O submarino, movido a diesel e eletricidade, pesa duas mil toneladas, pode operar em até trezentos metros de profundidade, com velocidade máxima de quarenta quilômetros por hora e capacidade para até 42 tripulantes.

Ele foi batizado simbolicamente pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Carmem Lúcia. A ministra falou sobre a importância dos investimentos em infraestrutura dos Forças Armadas Brasileiras para garantia da soberania.

Agora, o Almirante Karam entra em um período de testes. Já o submarino Toneleiro passou por essa fase e hoje foi incorporado à frota da Marinha.

Desde 2008, cerca de quarenta e cinco bilhões de reais já foram investidos no programa de submarinos, numa parceria com a França.

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos já consumiu, segundo estimativas recentes baseadas em valores atualizados, entre R$ 35 bilhões e R$ 45 bilhões, incluindo a construção dos submarinos convencionais, a infraestrutura industrial e da base naval, além das fases preliminares do submarino nuclear.

A construção do submarino movido a energia nuclear já começou e deve terminar em 2033. Um investimento previsto R$ 25 bilhões. Um feito inédito da América Latina e que coloca o Brasil como um dos raríssimos países em condições de desenvolver um casco nuclear com tecnologia própria. Segundo o comandante da Marinha, Almirante Marcos Sampaio Olsen, a tecnologia desenvolvida no estaleiro pode impactar em outros setores.

No ano passado, o PROSUB sofreu cortes de verbas que resultaram na demissão de funcionários. Cerca de 10% do efetivo foram dispensados, na época.

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