
Andrea Marins Dias, médica de 61 anos
Reprodução
Vão passar por perícia as armas dos policiais militares envolvidos na ação que terminou com a morte de uma médica de 61 anos em Cascadura, na Zona Norte do Rio.
Segundo testemunhas, Andrea Marins Dias foi visitar pais e estava manobrando o carro quando foi atingida por disparos durante uma perseguição policial.
Segundo a PM, os agentes foram acionados para checar informações sobre um grupo de criminosos que estava realizando roubos na região com um carro SUV branco.
Ainda segundo a corporação, os policiais abordaram suspeitos divididos dois carros e uma moto, que não respeitaram a ordem de parada e dispararam contra as equipes, que revidaram.
Após o fim da troca de tiros, os policiais encontraram um carro do mesmo modelo denunciado com marcas de tiro. No interior do veículo, estava Andrea Marins Dias, que não resistiu aos ferimentos e morreu na hora.
O aposentado Paulo Roberto Rezende mora na região e conta que Andrea ia toda semana na casa dos pais e cuidava deles sozinha.
Em nota, a PM lamentou o episódio e afirmou que abriu um procedimento interno para apurar a ação dos agentes. Os dois policiais prestaram depoimento e foram afastados das atividades até que o caso seja esclarecido.
O Conselho Regional de Medicina do Rio manifestou indignação, por meio de nota, afirmando que mais uma profissional foi vítima da violência urbana e pediu que as autoridades apurem o caso com rigor, independentemente de qualquer circunstância.
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