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Médico José Emílio de Brito é preso após morte de jovem em cirurgia no Rio

Justiça decreta prisão de 30 dias; laudo aponta lesão interna causada por cânula

Guilherme Faria
GUILHERME FARIA

15/09/2025 • 17:30 • Atualizado em 15/09/2025 • 17:30

O documento mostra que a lesão foi causada pelo instrumento cirúrgico chamado cânula operado pelo médico.

O documento mostra que a lesão foi causada pelo instrumento cirúrgico chamado cânula operado pelo médico.

Reprodução

O médico José Emílio de Brito, responsável pelo procedimento cirúrgico que terminou com a morte da jovem Marilha Menezes Antunes, de 28 anos, é preso por agentes da Polícia Civil. Ele foi detido nesta segunda-feira (15), na Tijuca, na Zona Norte do Rio.

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A Justiça do Rio aceitou um pedido de prisão temporária por 30 dias do profissional, feito pela Polícia Civil, que teve anuência do Ministério Público. Em um documento enviado à Justiça na sexta-feira (12), a promotora Heloísa Maria Teixeira da Silva Moura argumentou que a prisão do médico é "imprescindível às investigações" e que apenas esta medida pode neutralizar o comportamento delituoso do profissional.

No pedido de prisão de José Emílio de Brito, o delegado Wellington Vieira afirma que o médico lançou dados incorretos na declaração de óbito de Marilha supostamente para esconder a verdadeira causa da morte. O caso aconteceu na segunda-feira (8) na clínica Amacor, em Campo Grande, na Zona Oeste.

No laudo, o profissional fala em broncoaspiração, seguida de parada cardiorrespiratória. No entanto, o laudo de necropsia destaca que a paciente sofreu uma "lesão perfurante" atrás da cavidade abdominal e hemorragia interna causada pela ação perfurante.

O documento mostra que a lesão foi causada pelo instrumento cirúrgico chamado cânula operado pelo médico.

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