
Equipes atuam na Gardênia Azul e Cidade de Deus
Divulgação/Polícia Civil
Dezessete criminosos são presos em uma operação contra a expansão territorial do Comando Vermelho nas comunidades da Gardênia Azul e da Cidade de Deus, na Zona Sudoeste do Rio. A ação foi realizada nesta segunda-feira (29), pelas Polícias Civil e Militar do Rio, em conjunto com o Ministério Público. A operação teve, ainda, o apoio da Polícia Civil do Pará.
Uma jovem apontada como elo entre criminosos dos dois estados foi presa, como explica o delegado do Pará, Gustavo Fossati.
A jovem foi encontrada em casa no estado de origem. Nas redes sociais, ela ostentava fotos com fuzis, pistolas e drogas.
Na Gardênia, criminosos reagiram à chegada das tropas do Bope e da Core. Em uma das principais vias de acesso à comunidade, os bandidos sequestraram um caminhão para utilizar como barricada.
Já na Avenida Ayrton Senna, outros dois ônibus tiveram as chaves roubadas. Os coletivos foram usados para interditar as ruas. Os criminosos ainda atearam fogo em entulhos e barricadas.
Linhas de ônibus tiveram de alterar o trajeto e parte dos suspeitos chegou a fazer um motorista refém antes de se render. Ele foi libertado sem ferimentos. No veículo, policiais encontraram drogas e armas.
Entre os materiais apreendidos pela polícia, um celular revelou uma ordem vinda de dentro de um presídio fluminense. Em uma mensagem enviada para um grupo de mototaxistas da região, o meliante de codinome Kapetex ordenou o seguinte: "Pode tacar fogo em tudo nas ruas. Tá liberado. Faz protesto.
Segundo o secretário de segurança pública, Victor Santos, as investigações apontam que as quadrilhas da Gardênia e da Cidade de Deus têm papel estratégico: funcionam como base logística para a expansão da facção na região.
De acordo com as investigações, os traficantes usam drones para vigiar o movimento da polícia e violência armada para expulsar moradores e manter o domínio.
O secretário de polícia civil do Rio, Felipe Curi, explicou que os agentes atuam para evitar que o Rio continue sendo usado como refúgio de criminosos de outros estados. De acordo com os investigadores desde de novembro de 2021, cerca de 24 paraenses morreram em confronto com policiais do Rio.
Os impactos também chegaram aos serviços públicos. A Secretaria Municipal de Educação informou que 16 escolas foram afetadas - 12 na Cidade de Deus e 4 na Gardênia Azul.
Na saúde, duas unidades suspenderam o funcionamento e três seguem abertas, mas sem atividades externas, como visitas domiciliares.
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