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Megaoperação no Rio pode mudar estratégia das facções, diz especialista

Paulo Storani explica à BandNews FM os novos comportamentos das organizações criminosas após ação

MARIA EDUARDA VIEIRA

30/10/2025 • 15:52 • Atualizado em 30/10/2025 • 15:52

A PM foi acionada e impediu o ataque, onde dois milicianos morreram.

A PM foi acionada e impediu o ataque, onde dois milicianos morreram.

Reprodução

Um especialista em segurança pública ouvido pela BandNews FM acredita que as facções criminosas vão passar a repensar as estratégias de expansão territorial após a megaoperação realizada pelas forças de segurança no estado para conter o avanço do Comando Vermelho.

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A ação fez parte da Operação Contenção e foi realizada nos Complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte, áreas que, segundo especialistas, concentram um grande poderio do Comando Vermelho.

Ao todo, a operação terminou com 121 mortos, sendo 117 suspeitos e 4 policiais, e 113 presos. Além disso, foram apreendidos 91 fuzis, 26 revólveres, 1 pistola e 14 artefatos.

Para o especialista em segurança pública Paulo Storani, a operação demonstrou que o estado tem capacidade para agir contra as organizações criminosas.

Na noite desta quarta-feira (29), um dia após a operação, membros do Comando Vermelho tentaram invadir a comunidade da Carobinha, em Campo Grande, na Zona Oeste. A região é dominada pela milícia. A informação foi confirmada por fontes da BandNews FM.

A Polícia Militar foi acionada para a ocorrência e conseguiu conter a tentativa dos criminosos. Ainda segundo as informações, 2 milicianos foram mortos.

Apesar dessa investida recente, o especialista em segurança pública Paulo Storani acredita que as facções criminosas vão rever os modelos de expansão territorial temendo novas operações.

Nesta quarta-feira (29), o governador do Rio, Claudio Castro, afirmou que a próxima fase da operação nos Complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio, vai ser a ocupação territorial. O político afirmou ainda que a ação não vai ser uma UPP 2.

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