
Em seguida, o Instituto Odeon foi contratado e o contrato também foi encerrado em novembro de 2024
Reprodução
O Memorial às Vítimas do Holocausto, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, vai ser reaberto em março. A informação foi confirmada pela associação cultural do espaço, que é responsável pela gestão de doações da iniciativa privada.
Segundo o presidente da Associação Cultural Memorial do Holocausto, Rafael Hasky, a expectativa é reinaugurar o Memorial no dia 8 de março, mas a confirmação depende da confirmação da vinda de alguns ministros.
A nova gestão do Memorial às Vítimas do Holocausto contratou um diretor-executivo para tocar o espaço. O profissional é remunerado e está em um período de experiência de três meses, enquanto tenta atrair novos patrocinadores.
O espaço está fechado desde dezembro de 2024. Segundo fontes da BandNews FM, os problemas começaram após a saída de dois institutos.
A contadora Pamela Kingston, de 58 anos, anda quase todos os dias com o marido e os cachorros no entorno do memorial. Ela contou à reportagem que o funcionamento do espaço trazia mais segurança para a região.
Com a inauguração do espaço, na época, a Prefeitura também criou o Instituto Memorial do Holocausto. O órgão, atualmente vinculado ao gabinete do prefeito Eduardo Paes, tinha a função de gerenciar o projeto de construção do Memorial, em Botafogo, e realizar a curadoria e gestão do acervo.
Hoje, o presidente do Instituto é o filho do deputado estadual Gerson Bergher. Ary Litman Bergher e outros três funcionários receberam mais de R$ 380 mil do município em todo o ano passado.
Segundo a Prefeitura do Rio, além da gestão do memorial, o Instituto também é responsável pela coordenação de projetos e ações de homenagens às vítimas do nazismo e pela articulação junto à Secretaria Municipal de Educação a ampliação do ensino e a memória do holocausto nas escolas municipais, com promoção da visitação da rede pública de ensino ao memorial.
No entanto, o último acordo de cooperação técnica firmado e publicado em Diário Oficial pelo Instituto aconteceu em 2023 com o Visit Rio. O objetivo era capacitar profissionais do setor turístico da cidade com a temática do Holocausto e Direitos Humanos.
O Memorial às Vítimas do Holocausto foi inaugurado em 2023 com a parceria do Instituto de Desenvolvimento e Gestão, que foi responsável pelo desenvolvimento da linha curatorial e pelo desenvolvimento e implantação da museografia e expografia. O IDG também é responsável pela gestão do Museu do Amanhã.
O Instituto ficou por cerca de seis meses e saiu após discordância de valores. A proposta do IDG era realizar a gestão do espaço por R$ 6 milhões anuais, mas a Associação Cultural ofereceu R$ 2 milhões e a parceria chegou ao fim.
Em seguida, o Instituto Odeon foi contratado e o contrato também foi encerrado em novembro de 2024. Após discordância de valores, a parceria também não foi pra frente.
Em 2024, a reportagem da BandNews FM foi até ao local e flagrou rodapés das escadas quebrados, fiação exposta, o bebedouro sem funcionar, lixo espalhado e pontos de iluminação caídos.
O memorial era um sonho antigo do deputado Gerson Bergher, que idealizou o projeto há mais de 30 anos. Ele morreu em 2016. Dois anos depois, a Prefeitura assinou o termo de cessão de uso da área do Mirante do Pasmado.
O local abriga um monumento a céu aberto de cerca de 20 metros de altura que é dividido em blocos que representam os Dez Mandamentos, com destaque para o "Não Matarás".
Já no subsolo, há uma exposição permanente que apresenta as memórias e os relatos de vítimas e sobreviventes.
Em nota, a Prefeitura disse que o Instituto Memorial do Holocausto da Prefeitura do Rio mantém contato frequente com a Associação Memorial do Holocausto, que é a responsável pela gestão do museu. Além disso, o município afirmou que foi comunicado sobre a reabertura em março.
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