O menor de idade envolvido no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio, é considerado foragido da Justiça.
Nesta quinta-feira (5), a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao menor. No entanto, ele não foi encontrado. Segundo a defesa, o adolescente deve se entregar ainda durante a tarde.
A medida acontece após a Justiça aceitar o pedido de internação do menor, feito pelo Ministério Público. Segundo as investigações, ele teria arquitetado o crime, já que convidou a vítima para o apartamento onde o crime aconteceu. O menor e a adolescente já tinham tido um relacionamento, anteriormente.
Os quatro adultos envolvidos no caso se entregaram nesta semana e estão presos. As duas primeiras audiências de custódia do caso vão ser realizadas nesta quinta-feira (5).
Mattheus Veríssimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se entregaram na terça-feira (3). No dia seguinte, Bruno Felipe dos Santos Alegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin também foram presos. Os quatro homens respondem pelos crimes de estupro qualificado, estupro coletivo e cárcere privado.
A Polícia Civil vai pedir a quebra do sigilo telemático dos outros dois casos de estupro investigados, após o caso de estupro coletivo. Todos os quatro presos se apresentaram sem celulares, após a Justiça não determinar a apreensão dos aparelhos.
Dois novos registros de ocorrência foram feitos por novas vítimas. Um deles teria ocorrido em agosto de 2023, envolvendo uma adolescente de 14 anos, o mesmo menor de idade do caso mais recente, além de Matheus Veríssimo Zoel Martins. A Polícia também investiga se João Gabriel Bertho também teria participado do crime.
O outro caso teria ocorrido em outubro do ano passado, em uma festa no Humaitá. Vitor Hugo Oliveira Simonin foi apontado como autor. Ele é filho do agora ex-subsecretário de Governança, Compliance e Gestão Administrativa do Governo. A exoneração de José Carlos Costa Simonin foi publicada no Diário Oficial na quarta-feira (4).
O ex-subsecretário é o proprietário do apartamento onde o crime mais recente aconteceu, no dia 31 de janeiro. O imóvel estava vazio, antes do estupro coletivo.
A defesa dos acusados nega os crimes.
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