
Dos 215 integrantes da unidade que participaram da ação, apenas 77 estavam equipados, o que corresponde a 36%
Reprodução
Menos da metade dos agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais, o Bope, usou câmeras corporais durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte do Rio. Dos 215 integrantes da unidade que participaram da ação, apenas 77 estavam equipados, o que corresponde a 36%.
A informação foi relatada pelo tenente-coronel Marcelo Corbage, comandante do Bope, durante depoimento ao Ministério Público do Rio, na segunda-feira (10).
Segundo Corbage, as câmeras foram dispostas para que todas as frações tivessem, pelo menos, um policial com o dispositivo. Em depoimento, o comandante do Bope afirmou que as 77 eram mais do que suficientes durante um dia normal de serviço, mas a Operação Contenção "fugiu da normalidade da rotina parcial" pela dimensão e pela violência dos criminosos.
Corbage disse, ainda, que existem 18 baterias extras no Bope. No entanto, a necessidade delas não foi pensada, porque a corporação acreditava que a operação duraria entre cinco e seis horas.
Na segunda-feira (10), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a preservação das imagens das câmeras corporais usadas por policiais da megaoperação e o envio da relação dos agentes que utilizaram o equipamento. Em relação ao Ministério Público fluminense, o ministro determinou o envio de relatórios e cópias dos laudos realizados pela perícia técnica independente, além de cópia do procedimento investigatório instaurado após a realização da ação.
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