
Jovem Preso por Crimes no Discord Estava no G20
Band / Reprodução
Apontado como dono de um servidor no Discord voltado para a incitação de práticas criminosas como forma de entretenimento, Bruce Vaz de Oliveira, preso pela Polícia Civil no último domingo, cobrava pelo menos 350 reais para sacrificar animais e transmitir o crime ao vivo.
A informação consta em um relatório técnico elaborado pelo Laboratório de Operações Cibernéticas, do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Nas mensagens obtidas pela investigação, Bruce diz que utiliza técnicas de grupos extremistas para os atos, e admite que realizava o mesmo em pessoas anteriormente.
O criminoso aparece em transmissões ao vivo matando filhotes de gatos em pelo menos duas oportunidades, em fevereiro e março deste ano, no chamado 'Servidor 466'. Ele joga os animais contra a parede, utiliza agulhas para perfurar os olhos e uma faca para cortar o pescoço deles. Ainda vivos, os felinos tinham a pele retirada com uma lâmina, enquanto outros usuários que assistiam à transmissão elogiavam as 'habilidades' do criminoso.
Após identificar que a pessoa por trás do usuário 'Jihad' era Bruce Vaz, as autoridades descobriram, através de redes sociais de parentes do criminoso, que a família mantinha uma criação de gatos em casa. A madrasta dele publicava fotos dos animais sendo cuidados.
As investigações ainda apontaram que Bruce pode ter realizado a tortura de um coelho no início de abril, por conta da proximidade da data com a Páscoa. Ele divulgou a pretensão em um vídeo nas redes sociais.
No perfil pessoal, Bruce despistava a verdadeira conduta, expressando publicamente a concordância com proteção e ativismo ambiental e preservação da vida. Segundo o Ministério da Justiça, essa tentativa de construção de imagem contradiz a conduta real dele, marcada por crimes cruéis e de extrema gravidade contra gatos.
O dono do servidor foi preso no último domingo (20), após o envio do relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas para a Polícia Civil do Rio. Uma operação foi antecipada para cumprir o mandado contra ele, já que foi identificado o planejamento do grupo em matar um morador em situação de rua na data. As mensagens também mostram a pretensão do grupo em estuprar mulheres.
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