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Milícia em Belford Roxo movimentou R$ 8 milhões em mais de um ano, revela investigação

O grupo foi alvo de operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio nesta quarta-feira

Pedro Dobal
PEDRO DOBAL

30/04/2025 • 15:39 • Atualizado em 30/04/2025 • 15:39

Operação Lavagem

Operação Lavagem

Divulgação/PCERJ

A milícia que atua em bairros de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, chegou a movimentar R$ 8 milhões em um intervalo de pouco mais de um ano.

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O grupo foi alvo de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio nesta quarta-feira (30). Duas pessoas foram conduzidas à delegacia.

A organização criminosa é apontada como responsável por homicídios e diversas extorsões a moradores e comerciantes da região, além de também atuar no tráfico de drogas.

Mais de 100 agentes participaram da ação, que contou com veículos blindados e cumpriu 40 mandados de busca e apreensão na Baixada e na Região dos Lagos. O objetivo era desarticular a estrutura usada para a lavagem do lucro obtido pelas ações criminosas.

Segundo as investigações, o dinheiro da milícia era distribuído por empresas de fachada abertas pela quadrilha, como distribuidoras de gás e provedores de internet. O delegado Vinícius Miranda explica que o esquema ainda usava contas bancárias de laranjas, incluindo ex-militares das Forças Armadas e parentes dos chefes do grupo.

No endereço de um dos alvos em Duque de Caxias, também na Baixada, os agentes encontraram um carro, dois fuzis, duas pistolas e cerca de 3 mil munições. Aos policiais, o suspeito alegou que o material foi obtido de forma legal por meio do registro como CAC.

Entre os alvos, estava o homem apontado como um dos chefes da milícia. Anderson da Silva Farias, conhecido como Japonês, já tinha sido preso em 2022, mas ganhou a liberdade condicional no início deste ano. Agentes fizeram buscas em endereços ligados a ele durante a operação.

Celulares e documentos também foram apreendidos.

Na terça-feira (29), dois acusados de integrar a milícia de Belford Roxo foram presos em outra operação do Ministério Público do Rio. A investigação revelou a atuação violenta do grupo, que chegou a obrigar moradores a votar no candidato a vereador indicado pelos criminosos.

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