
Luiz Carlos Barreto
Divulgação
Morreu na madrugada desta quarta-feira (22), aos 98 anos, Luiz Carlos Barreto, um dos nomes mais importantes da história do cinema brasileiro. A informação foi confirmada por familiares ao GLOBO. Conhecido como Barretão, ele estava internado desde a última terça-feira.
Barreto enfrentava problemas de saúde desde março de 2024, quando sofreu uma queda durante uma viagem ao Ceará, seu estado natal.
Com seis décadas de carreira, ele participou de momentos importantes do cinema nacional e esteve ligado ao Cinema Novo, movimento que transformou o audiovisual brasileiro nos anos 1960.
Formado em Letras, começou a trajetória profissional no jornalismo e no fotojornalismo. Como diretor de fotografia, participou de filmes como "Vidas secas", de Nelson Pereira dos Santos, e "Terra em transe", de Glauber Rocha.
Em 1963, fundou a produtora L.C. Barreto Produções Cinematográficas e passou a se destacar principalmente como produtor. Ao longo da carreira, esteve envolvido em mais de 80 produções, entre elas "Garrincha - Alegria do povo", "A hora e vez de Augusto Matraga" e "O dragão da maldade contra o santo guerreiro".
Um dos maiores sucessos foi "Dona Flor e seus dois maridos", de 1976, dirigido pelo filho mais velho, Bruno Barreto. A adaptação da obra de Jorge Amado levou quase 11 milhões de pessoas aos cinemas brasileiros.
Nascido em Sobral, no Ceará, Luiz Carlos Barreto se mudou para o Rio de Janeiro aos 19 anos. Antes de se dedicar ao cinema, trabalhou na Companhia Siderúrgica Nacional e como repórter e fotógrafo dos Diários Associados.
A trajetória de Barretão se confunde com a própria história do cinema brasileiro. Por seis décadas, ele participou da criação e da produção de obras que ajudaram a marcar diferentes momentos do audiovisual nacional e deixou um legado que atravessa gerações de cineastas e espectadores.
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