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Morte de jovem em operação no Santo Amaro foi legítima defesa, diz Polícia

Inquérito aponta que agente do BOPE reagiu em meio a ataque de traficantes armados

Guilherme Faria
GUILHERME FARIA

29/09/2025 • 18:30 • Atualizado em 29/09/2025 • 18:30

Na ocasião, o secretário da Polícia Militar reconheceu que o BOPE não respeitou os protocolos durante a operação.

Na ocasião, o secretário da Polícia Militar reconheceu que o BOPE não respeitou os protocolos durante a operação.

Reprodução

A investigação da Delegacia de Homicídios da Capital conclui que a morte do jovem Herus Guimarães durante uma operação da polícia na comunidade do Santo Amaro, na Zona Sul do Rio, em junho deste ano, foi resultado de legítima defesa putativa por parte do agente envolvido. A afirmação consta em uma nota à imprensa, divulgada nesta segunda-feira (29).

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De acordo com o comunicado, a apuração indicou que o policial do Batalhão de Operações Especiais "reagiu em meio a um cenário de tiros, correria e ataque pesado com armamento de guerra por parte de traficantes."

Na ocasião, Herus participava de uma festa junina que acontecia na favela e estava fazendo uma compra em uma padaria quando foi atingido pelos disparos. Outras cinco pessoas ficaram feridas. Segundo relatos de moradores, os agentes chegaram atirando enquanto a festa acontecia.

Segundo a nota divulgada nesta segunda, o inquérito feito pela Polícia Civil comprovou, "com laudos e imagens de câmeras corporais, que não houve excesso ou ilegalidade na conduta policial."

Em depoimento à Polícia Civil na época dos fatos, um policial militar que participou da operação afirmou que foi o único da equipe a realizar disparos. Daniel Sousa da Silva, do BOPE, disse que os agentes foram atacados e que ele revidou com 13 tiros de fuzil.

O sargento Daniel Sousa afirmou, ainda, que a equipe se deparou com um carro levando um jovem baleado para o hospital quando saiu da comunidade e que, só depois, soube que era Herus. Por outro lado, a família do jovem afirma que os policiais impediram o socorro e arrastaram o corpo dele pela escada.

Na ocasião, o secretário da Polícia Militar reconheceu que o BOPE não respeitou os protocolos durante a operação.

O comandante do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar, coronel Aristheu de Goes Lopes e o comandante do Comando de Operações Especiais, coronel André Luiz de Souza Batista, foram exonerados dos cargos e 12 policiais militares que participaram da ação chegaram a ser afastados das funções pelo governador Cláudio Castro.

Em nota, o Ministério Público do Rio afirmou que o Grupo de Atuação Especial em Segurança Pública recebeu o inquérito policial da Delegacia de Homicídios e explicou que o documento será analisado em conjunto com os demais procedimentos já instaurados: o Procedimento Investigatório Criminal, do MPRJ, e o Inquérito Policial Militar, da PM.

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