
Rioprevidência
Reprodução/Governo do Rio de Janeiro
O Ministério Público do Rio abre outra investigação contra o Rioprevidência. O Grupo de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal tem como foco agora os investimentos feitos com instituições financeiras não credenciadas.
A autarquia estadual deve encaminhar estudos técnicos que embasaram as aplicações de mais de R$ 100 milhões descumprindo normas internas em ao menos três fundos.
Os investimentos foram realizados nos dias 24 e 29 de dezembro de 2025, após a divulgação do escândalo envolvendo os aportes de R$ 2 bilhões e 600 milhões em fundos ligados ao Banco Master. O valor foi contabilizado pelo Tribunal de Contas do Estado.
O Ministério Público já tinha solicitado medidas adicionais ao Rioprevidência para proteger o patrimônio previdenciário do estado.
Em dezembro do ano passado, durante um intervalo de seis dias, a autarquia aplicou cerca de R$ 118 milhões em três fundos ligados a uma gestora que só foi credenciada pelo Rioprevidência no dia 13 de janeiro.
A autorização para a R CAPITAL Asset Management Investimentos S.A foi publicada pelo então presidente da autarquia, Deivis Marcon Antunes. Mas, a aplicação de investimentos antes do credenciamento vai contra normas internas do próprio Rioprevidência.
Dez dias depois, ele foi alvo de buscas e apreensão da Polícia Federal durante a investigação que apura suspeita de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado do Rio. No início de fevereiro, Deivis foi preso.
No dia 24 de dezembro, o Rioprevidência investiu R$ 8,2 milhões no Linea Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa Prazo Longo Responsabilidade Limitada.
Cinco dias depois, o R Cap Soberano FIF Renda Fixa Longo Prazo Responsabilidade Limitada recebeu R$ 100 milhões.
No mesmo dia, a autarquia aportou o valor de R$ 10 milhões no R Cap Alocação Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa Longo Prazo Responsabilidade Limitada.
As autorizações para os investimentos foram assinadas pelo então diretor de Investimentos, Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso, que passou a ser o presidente da autarquia após a exoneração de Deivis Antunes.
Em nota, o RioPrevidência afirmou que os investimentos foram feitos após pesquisas realizadas com as gestoras((, que a competência de credenciamento é da Coordenação de Back Office, cuja coordenadora foi exonerada em março, e que as instituições apontadas encontram-se credenciadas, fato que sana as questões levantadas.
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