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MP apura acidente fatal em parque de diversões de Petrópolis que matou jovem de 19 anos

O caso aconteceu na madrugada de sábado

João Boueri
JOÃO BOUERI

05/05/2025 • 12:23 • Atualizado em 05/05/2025 • 12:23

Crazy Park Petrópolis

Crazy Park Petrópolis

Divulgação

O Ministério Público do Rio instaurou inquérito civil para apurar as circunstâncias do acidente que terminou com a morte de um jovem de 19 anos e deixou duas mulheres feridas em um parque de diversões em Petrópolis, na Região Serrana. O caso aconteceu na madrugada de sábado (3).

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Três pessoas ficaram feridas após problemas nos equipamentos de segurança de um dos brinquedos do Crazy Park, que operava durante o festival de música Expo Petrópolis, realizado no Parque de Exposições de Itaipava.

João Victor Souza Trindade da Silva teve múltiplas lesões e não resistiu. Testemunhas que estavam na hora afirmam que João foi arremessado e arrastado pelo brinquedo. Outras duas mulheres foram atendidas e liberadas.

O inquérito civil do órgão estadual vai apurar as condições de funcionamento do local e a eventual responsabilidade do poder público na autorização da atividade. O MP pediu uma vistoria emergencial ao Corpo de Bombeiros. Os promotores também vão investigar as circunstâncias e a qualidade do atendimento de saúde prestado às vítimas.

A Polícia Civil também acompanha o caso. Uma perícia foi feita no local durante a madrugada e os agentes tentam esclarecer o que provocou a morte do jovem. Testemunhas serão ouvidas pela delegacia responsável pela investigação.

Após o acidente, a Prefeitura de Petrópolis cassou o alvará do parque. O dono do espaço é o mesmo responsável por outro parque, que também registrou um acidente com morte em 2023.

Em fevereiro de 2023, uma mulher morreu após um acidente em outro parque que pertence ao mesmo sócio, Célio de Jesus Campos. Isabele Belmonte, de 26 anos, foi arremessada para fora de um brinquedo e morreu. O Super Star Park funcionava no estacionamento do Bangu Shopping, na Zona Oeste do Rio, e não tinha alvará da Prefeitura do Rio.

Em nota, a defesa do Crazy Park disse que fez o atendimento emergencial dos envolvidos e está prestando assistência aos envolvidos. A empresa também afirmou que atende a todos os protocolos de segurança exigidos pela legislação e está colaborando com as investigações.

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