
Instituto Rio Metrópole
Reprodução
A denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro sobre o esquema de desvio de recursos no Instituto Rio Metrópole (IRM) afirma que os envolvidos transformaram a autarquia estadual em um instrumento de enriquecimento privado. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas.De acordo com o MP, o desvio dos recursos teve origem em contratos firmados entre o instituto e as empresas Engeconsult Consultores Técnicos LTDA e R Peotta Engenharia e Consultoria LTDA. Juntos, os contratos ultrapassaram R$ 80 milhões.Ainda segundo o Ministério Público, as empresas contratadas repassavam parte dos recursos públicos ao Brazilian Institut of Organics, presidido por Caroline Soares Barros, uma das denunciadas, sob a justificativa de prestação de serviços de consultoria.No entanto, conforme a denúncia, a entidade não tinha estrutura para prestar esse tipo de serviço. O MP afirma que a organização não possuía empregados registrados e operava com capital social zerado. Ainda de acordo com a denúncia, o balancete de 2025 registra despesas de R$ 403.125 com pessoal e de R$ 1.500 com serviços, valores que, segundo o órgão, são incompatíveis com os supostos serviços executados.
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