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Conheça "Nando Bacalhau", líder do Comando Vermelho transferido para presídio federal

Entre os dez chefes do tráfico no Rio Luiz Cláudio Machado, conhecido como Marreta, e William Sousa Guedes, conhecido como Corolla também irão para unidades da União

Gabriela Morgado
GABRIELA MORGADO

24/02/2025 • 07:48 • Atualizado em 24/02/2025 • 07:48

O homem foi preso em 2012

O homem foi preso em 2012

Tiago Sousa/Governo do RJ

Entre os dez chefes do tráfico no Rio que devem ser transferidos para penitenciárias federais estão Luiz Cláudio Machado, conhecido como Marreta, e William Sousa Guedes, conhecido como Corolla. Os dois foram isolados em Bangu 3, neste mês, após uma operação da Secretaria de Administração Penitenciária que apreendeu 110 celulares e mais de dois quilos de drogas em várias celas de presídios do Complexo de Gericinó, na Zona Oeste.

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Os nomes constam em uma planilha com pedidos de transferência do Governo à Justiça. Alguns foram negados, como o de Marco Antonio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, um dos chefes do Comando Vermelho.

Após negociações no início de fevereiro, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, autorizou a transferência de 10 chefes do tráfico do Rio. O Governo afirma que relatórios de inteligência mostram que eles continuam atuando no crime, mesmo presos.

Investigações mostraram que Marreta, outro chefe do Comando Vermelho, chegou a articular a compra de pelo menos 20 fuzis de dentro do presídio. Ele já foi transferido para uma penitenciária federal, mas retornou ao Rio, após decisão judicial, em outubro de 2023.

A primeira transferência aconteceu no último domingo (23). Luiz Fernando Nascimento, conhecido como "Nando Bacalhau", um dos chefes do tráfico no Complexo do Chapadão, na Zona Norte do Rio, foi levado para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Ele tem 45 anotações criminais, entre elas, homicídio qualificado. Ele também chefiava uma quadrilha de roubos de cargas e veículos e foi condenado a 73 anos de prisão.

Segundo as investigações, antes da prisão do traficante em 2012, havia um plano para que ele fosse para o Paraguai para gerenciar o tráfico internacional que abastece, entre outros grupos, o Comando Vermelho.

Em 2023, a Justiça do Rio autorizou a transferência dele e de outros 25 presos no estado para penitenciárias federais.

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