
Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro
Fernando Frazão/Agência Brasil
Ainda não existe um novo prazo para que a operação do Aeroporto Santos Dummont, no Centro do Rio, seja retomada. O prazo para reabertura já foi prorrogado quatro vezes.
Um dos motivos da demora para limpar as pistas do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, após um derramamento de óleo, foi que a Infraero, empresa que administra o terminal, não possuía o produto adequado para esse tipo de limpeza. A informação foi confirmada por fontes da BandNews FM.
A previsão para reabertura das operações é às 5 da tarde desta terça-feira (30).
Na noite de segunda-feira (29), durante uma manutenção preventiva na cabeceira da pista, um caminhão da empresa acabou despejando óleo.
Na manhã desta terça-feira (30), as operações no aeroporto foram interrompidas por causa do problema.
Até o momento, 137 voos foram cancelados ao longo de toda a manhã para chegadas e partidas e outros 14 foram alternados para o Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Zona Norte.
No início da tarde, equipes do Procon Carioca estiveram nos guichês das companhias aéreas para monitorar se os clientes estavam recebendo o auxílio das empresas previstos por lei.
Passageiros que tinham voos marcados pela manhã precisaram cancelar passagens ou alterar o destino para o terminal internacional por causa dos transtornos no Santos Dumont.
O engenheiro Marcelo Gomes tinha voo marcado para São Paulo para às 7h15 da manhã, mas precisou abandonar a aeronave por causa da suspensão das operações. Ele reclamou da falta de informação por parte das companhias aéreas.
Ainda de acordo com os passageiros, houve demora da Infraero e das companhias aéreas para dar explicações sobre o que estava acontecendo.
Pedro Rolim tinha Florianópolis como destino para realizar a montagem de um evento, e acabou se atrasando. Ele também reclamou da falta de auxílio de funcionários.
O Aeroporto Santos Dumont possui uma pista auxiliar no terminal, no entanto, segundo fontes da BandNews FM, ela não pode ser utilizada por não haver condições e estruturas nem mesmo para ações emergenciais.
Para o especialista em gerenciamento de crises Gerardo Portella, quando há derramamento de óleo na pista, é necessário realizar testes após o trabalho de limpeza.
Procurada, a Infraero afirmou que utilizou desengraxante biodegradável para limpar a pista de maneira imediata e que o óleo caiu na pista no momento em que não havia operações no terminal.
A Agência Nacional de Civil afirmou que monitora a situação para garantir que os direitos dos passageiros sejam respeitados.
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