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“Não tem ninguém igual a ela”: motociclista se emociona ao falar da namorada morta em acidente

Luis Henrique Klayn segue internado e teme impunidade do motorista que causou a colisão na BR-116, em Magé

Pilar Copolilo (sob supervisão)
PILAR COPOLILO (SOB SUPERVISÃO)

21/08/2025 • 14:03 • Atualizado em 21/08/2025 • 14:03

Em entrevista à BandNews FM, o motociclista que sobreviveu a um grave acidente na BR-116, em Magé, na Baixada Fluminense, relatou como tudo aconteceu e prestou uma homenagem emocionada à namorada, que morreu na colisão.

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Segundo Luis Henrique Klayn, que pilotava a motocicleta, a companheira, Ana Elisa Nascimento Watson, de 41 anos, tinha uma vida dedicada à música e ao ensino.

Ela era uma excelente musicista, vocalista, perfeita, cantava ópera, tocava piano, sabe? Era professora de inglês, tinha projetos para ensinar inglês para crianças. O didatismo dela era perfeito. Ela era uma pessoa ímpar. Foi uma perda que, não tem ninguém igual a ela.

Luis, também de 41 anos, contou ainda como descobriu a morte da companheira.

Eu achava que ela estava viva. Omitiram para mim o que ocorreu, e não me deram meu telefone. Aí eu achei esquisito, comecei a insistir. Veio a psicóloga (do hospital) e conversou comigo. Ela me disse que a Elisa não tinha resistido na hora da colisão. Foi aí que eu descobri que foi um carro, que estava muito rápido, que bateu na moto. A moto ficou agarrada no motor do carro e a gente foi arremessado.

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Ele afirma temer que o motorista continue em liberdade.

Eu estou com medo desse assassino continuar solto e nada acontecer. O que ele quis foi matar mesmo. A pista estava vazia, a pista estava limpa, a pista é boa, no momento não tinha trânsito. Eu estava andando devagar, a uns setenta por hora, próximo da faixa da direita, para não atrapalhar quem viesse ultrapassando pela faixa de esquerda, para não ter risco. Minha namorada tinha medo de moto, né? Então andava devagar com ela. A pessoa veio a uma velocidade altíssima e não deu nem tempo, acho que nem viu o que fez.

Luis também detalhou os ferimentos graves que sofreu no acidente e pelas quais segue internado.

Eu acho que estou com o dedão do pé esquerdo quebrado. Como eu me arrastei pelo asfalto, eu estou em carne viva. Estou com uma fratura na bacia, no fêmur, na bacia também, na costela... Eu estou muito machucado. Não posso urinar, não posso soltar gases, porque preciso fazer força. Estou com um sangramento na região abdominal que atrapalha para fazer as necessidades.

A Polícia Civil investiga o caso como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e lesão corporal culposa. O motorista, apontado como responsável pela batida, fugiu sem prestar socorro.

A reportagem da BandNews FM tenta contato com a defesa dos citados.

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