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Nelson Tanure esclarece relação com Banco Master após busca da PF no Galeão

Empresário nega ser sócio ou controlador e afirma que relações eram apenas comerciais

Da redação
DA REDAÇÃO

15/01/2026 • 19:30 • Atualizado em 15/01/2026 • 19:30

Banco Master

Banco Master

Reprodução/Band

O empresário e investidor Nelson Tanure afirma que foi surpreendido com o pedido de busca pessoal emitido pelo Supremo Tribunal Federal e reforça que ele não foi nem é controlador ou sócio do Banco Master.

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Na quarta-feira (15), Tanure foi abordado por agentes da Polícia Federal enquanto embarcava para uma viagem "bate e volta" em Curitiba, no Paraná, no Aeroporto Internacional do Galeão, na Zona Norte do Rio. O celular dele foi apreendido.

Em nota enviada à imprensa, o empresário esclareceu que manteve relações estritamente comerciais com o banco, "sempre na condição de cliente ou aplicador", e que essas relações envolveram aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos e aquisição de participações societárias, "sem qualquer ingerência na gestão ou conhecimento das outras operações internas dessas instituições".

Ainda de acordo com Nelson Tanure, todas as operações foram realizadas em conformidade com a legislação e a regulamentação vigentes.

O empresário também afirmou que vinha reduzindo gradualmente a exposição ao referido banco e que, neste momento, "os valores eventualmente remanescentes correspondem a perdas suportáveis, próprias de operações de tomadores de risco".

Ele reforçou, ainda, que permanece à disposição das autoridades e da Justiça para cooperar e que confia nas investigações, a fim de que todos os fatos sejam esclarecidos. Confira o posicionamento completo de Nelson Tanure no fim da matéria.

Em novembro do ano passado, o Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central. A Polícia Federal investiga a existência de um esquema fraudulento na instituição bancária.

NOTA DO EMPRESÁRIO NELSON TANURE

"Na manhã desta quarta-feira (14/01/2026), fui surpreendido com um pedido

de "busca pessoal", emitido pelo STF, que atendi com respeito e prontidão.

Na ocasião, meu celular foi recolhido.

Cena inusitada para mim, nessa quadra da minha vida, com mais de 50 anos

de vida empresarial nos mais diversos campos da economia brasileira.

A cobertura sobre o fato foi agravada pela publicação de inverdades, dando

ares de realidade ao que não passa de especulação.

Diante disso, em respeito à minha história e à de todos que dela participam,

quero deixar uma mensagem aos que realmente me conhecem,

acompanham, que fazem ou fizeram negócio comigo ou com empresas das

quais participo.

1) NÃO fui nem sou controlador do extinto Banco Master, tampouco seu

sócio, ainda que minoritário, direta ou indiretamente, inclusive por meio de

opções, instrumentos financeiros, debêntures conversíveis em ações ou

quaisquer mecanismos equivalentes.

2) Mantivemos com o referido banco relações estritamente comerciais,

sempre na condição de cliente ou aplicador, assim como fazemos com

outras instituições financeiras no Brasil e no exterior. Essas relações

envolveram aplicações financeiras, operações de crédito, gestão de fundos

e aquisição de participações societárias, sem qualquer ingerência na gestão

ou conhecimento das outras operações internas dessas instituições. Todas

as operações foram realizadas em estrita conformidade com a legislação e

a regulamentação vigentes.

3) Jamais tivemos participação, ou sequer conhecimento, de eventuais

relações mantidas pelo extinto Banco Master com terceiros, sejam eles

Reag, BRB, Fictor ou outras instituições financeiras, fundos de pensão,

fundos árabes, RPPA, entes públicos, políticos ou quaisquer outros agentes

baseados em Brasília.

4) Os recursos financeiros que investimos, com resultados positivos ou não,

têm origem exclusivamente em nossa trajetória empresarial, que gerou e

segue gerando milhares de empregos e riqueza para a sociedade brasileira,

e no crédito construído ao longo de décadas de atuação responsável no

mercado.

5) Há bastante tempo vínhamos reduzindo gradualmente nossa exposição

ao referido banco. Neste momento, os valores eventualmente

remanescentes correspondem a perdas suportáveis, próprias de operações

de tomadores de risco.

Permaneço, como sempre estive, à disposição das autoridades e da Justiça

para cooperar, demonstrando a correção da minha conduta. Tenho fé, e

plena confiança na seriedade das investigações, de que todos os fatos

relacionados a mim serão devidamente esclarecidos e de que ficará

comprovado que minhas relações com o extinto banco foram integralmente

lícitas, ainda que, infelizmente, tenham nos acarretado bastantes prejuízos.

Sigo resiliente, com a serenidade de quem sempre conduziu seus negócios

com responsabilidade e trabalho, investindo na recuperação de empresas

que geram valor para o Brasil."

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