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Nova gestão do Rio Metrópole aponta desorganização e contratos sob análise

Presidente interino afirma que auditoria encontrou concentração de contratos e possíveis irregularidades na autarquia

João Boueri
JOÃO BOUERI

04/08/2026 • 14:41 • Atualizado em 04/08/2026 • 14:41

Instituto Rio Metrópole

Instituto Rio Metrópole

Reprodução

O novo presidente interino do Instituto Rio Metrópole (IRM), delegado Roberto Lisandro, afirmou em entrevista exclusiva à BandNews FM que encontrou uma estrutura “desorganizada” na autarquia, com sobreposição de funções e contratos sob análise.

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Segundo ele, uma auditoria preliminar apontou que duas das cinco diretorias do instituto concentravam 80% dos contratos assinados: a Diretoria de Planejamento e Projetos e a Diretoria de Desenvolvimento Metropolitano Integrado.

Os antigos responsáveis pelas áreas, Maurício Silva Knoploch dos Santos e o delegado Franquis Dias Nepomuceno, foram presos na Operação Ouroboros, do Ministério Público, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos dentro do Instituto Rio Metrópole. Também foram presos o ex-presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, e a ex-funcionária Amanda Ithala Paschoa.

O ex-procurador Marcelo Lopes da Silva e Caroline Soares Barros, apontada pelo MP como parte do esquema investigado, respondem em liberdade com medidas cautelares. Todos os citados negam as acusações.

Roberto Lisandro afirmou que cerca de 70% dos contratos analisados apresentam irregularidades e que o possível desvio de recursos pode chegar a R$ 150 milhões.

Entre as medidas adotadas pela nova gestão está o encerramento do contrato com a empresa Alvo Soluções, responsável por 43 funcionários terceirizados. Segundo o presidente interino, a renovação do contrato não havia sido publicada no Diário Oficial.

Desde o início da nova gestão, mais de 50 servidores foram desligados. Outros contratos também são analisados, como o de eficiência energética firmado com a empresa Inducta Solução em Energia Limitada, que passou de R$ 56 milhões para mais de R$ 67 milhões após reajustes e aditivos.

O Instituto Rio Metrópole informou que trabalha na criação de convênios com a Procuradoria-Geral do Estado e a Controladoria-Geral do Estado para apoio jurídico e auditoria dos contratos.

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