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Novas imagens mostram estudante de jornalismo Igor Melo trabalhando antes de ser baleado

O pm reformado Carlos Alberto de Jesus disparou duas vezes contra a vítima e também contra o motorista de aplicativo Thiago Marques

João Boueri
JOÃO BOUERI

26/02/2025 • 15:19 • Atualizado em 26/02/2025 • 15:19

O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (24)

O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (24)

Reprodução

Novas imagens do circuito interno da casa de festas, na Penha, na Zona Norte do Rio, onde o estudante de jornalismo Igor Melo, de 32 anos, trabalha mostram o universitário trabalhando antes de ser baleado. O caso aconteceu na madrugada de segunda-feira (24). O policial militar reformado Carlos Alberto de Jesus disparou duas vezes contra a vítima e também contra o motorista de aplicativo Thiago Marques, que dirigia a motocicleta solicitada por Igor após a saída do trabalho. Apesar de estar com quadro de saúde grave, o universitário está lúcido e respirando normalmente. Ele ainda internado no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na mesma região. Na tarde desta quarta-feira (26), familiares e amigos do estudante fizeram uma manifestação silenciosa em frente à unidade de saúde para pedir a prisão do policial militar reformado. Na terça-feira (25), o PM mudou a versão em depoimento à Polícia Civil. Após afirmar que Igor estava armado, Carlos Alberto de Jesus disse que o universitário fez um movimento que ele entendeu que era uma arma. A Polícia Civil vai convocar, novamente, todos os envolvidos para prestar depoimentos. Os investigadores ainda analisam imagens de câmeras de segurança e outros elementos de prova, a conduta e a responsabilidade dos envolvidos. A esposa do estudante de jornalismo, Marina Moura, afirma que o caso se trata de "racismo".

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É mais uma injustiça, mais uma vítima do Estado, mais uma vítima de racismo, porque isso é configurado como racismo, porque o primeiro corpo que é atingido é o corpo negro, ele estava saindo depois de um dia de trabalho. Igor é um rapaz sonhador, né, trabalhador, o sonho dele é ser repórter, assim como vocês, jornalista, esportivo, o sonho dele é viver esse sonho, né, e com certeza ele vai viver.

O policial militar disse que o motorista de aplicativo que dirigia a motocicleta não respeitou uma ordem de parada. Dois disparos foram efetuados contra a dupla. A esposa do PM diz ter reconhecido Igor e Thiago como responsáveis pelo assalto que ela tinha sofrido anteriormente pela cor da camisa que eles usavam. Eles chegaram a ficar detidos. Thiago Marques pilotava a moto durante uma corrida por aplicativo no Viaduto João XXIII. O universitário Igor Melo de Carvalho, estava na garupa do veículo. Após a audiência de custódia, Thiago Marques e Igor Melo foram liberados. Na decisão, a juíza Rachel Assad da Cunha destacou que "todas as informações indicam que tanto Carlos Alberto quanto Josilene teriam confundido" a dupla "com os supostos autores do crime de roubo". De acordo com testemunhas, o agente reformado teria ido deixar Josilene na Penha quando foi assaltada. Após a ação criminosa, ela teria reconhecido Thiago como o assaltante. Depois de ser liberado pela Justiça do Rio, Thiago se emocionou ao se reencontrar com a mãe. O motorista afirmou que quando chegou à delegacia, a ex-companheira do policial apontou para ele e o acusou. Thiago disse ainda que chegou a se ajoelhar na frente dela pedindo para que Josilene não o acusasse falsamente. No entanto, ela disse que era esposa de policial. Em nota a PM disse que os policiais militares foram à Avenida Lobo Júnior para verificar uma ocorrência de invasão a domicílio. No local, os agentes foram informados que dois homens, que trafegavam em uma motocicleta, foram alvo de disparos de arma de fogo por parte de um carro desconhecido e um deles precisou ser socorrido. Já o condutor da motocicleta foi encaminhado para a delegacia para esclarecer os fatos. A Corregedoria da Polícia Militar também acompanha o caso

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