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Obras Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, podem ser novamente suspensas

A informação consta em um ofício da empresa MPE Engenharia, obtido pelo jornalismo da BandNews FM

João Boueri
JOÃO BOUERI

13/10/2025 • 14:28 • Atualizado em 13/10/2025 • 14:28

 Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio

Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio

Divulgação

As obras de reforma e modernização do Hospital Central da Polícia Militar, no Estácio, na Região Central do Rio, podem ser novamente suspensas. A informação consta em um ofício da empresa MPE Engenharia, obtido pelo jornalismo da BandNews FM, que pede a emissão de uma Ordem de Paralisação, a partir de novembro.

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O contrato de R$ 31 milhões foi assinado em novembro do ano passado. O memorando de início de obras foi publicado no mês seguinte com prazo de entrega estimado para dezembro de 2026.

Mas, em janeiro deste ano, a Empresa de Obras Públicas do Rio decidiu paralisar os serviços porque a contratação foi feita no período de transição entre o orçamento de 2024 e 2025. As obras foram retomadas em maio e prorrogadas até abril de 2027.

Em agosto, a MPE Engenharia e a Polícia Militar concordaram em mudar o contrato com a publicação de um termo aditivo. A Secretaria de Estado identificou imprecisão na elaboração do projeto básico da contratação, como a necessidade de acréscimo de itens novos.

Para elaborar os projetos novos, a empresa teria 180 dias para aprovar os estudos e mais dois meses para iniciar os novos serviços em atendimento às mudanças previstas. No entanto, o termo aditivo ainda não foi assinado e a MPE Engenharia já admitiu impacto no prazo do contrato, que pode ser paralisado novamente em razão disso.

Mas, segundo o secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Marcelo Menezes, as obras não serão paralisadas.

Segundo a Secretaria de Polícia Militar, os três prédios que fazem parte do Hospital Central se encontram em estado ruim ou péssimo de conservação, com necessidade de readequar instalações elétricas, de para-raios, de combate a incêndio, revisão das instalações hidrossanitárias, revisão das instalações de rede e lógica, impermeabilizações, diversas demolições e reparo/substituição de revestimentos existentes

Na madrugada do dia 6 de outubro, o teto de gesso de um dos quartos do Hospital Central da Polícia Militar desabou. Os estilhaços caíram no setor de enfermaria e em cima da cama do paciente e do acompanhante, que dormia no momento da queda. Ninguém se feriu. Outros quartos vão passar por vistoria preventiva para coibir novos problemas.

A promessa da Polícia Militar é entregar até o fim do ano os novos leitos do Centro de Terapia Intensiva do Hospital Central da PM. Atualmente, o hospital conta com nove leitos. Após a conclusão das intervenções, a unidade vai passar a contar com 20.))

A empresa MPE Engenharia também é a responsável pela reforma do Museu da Imagem e do Som e da instalação dos novos cabos no Teleférico do Complexo do Alemão.

Procurada, a Polícia Militar ainda não se posicionou.

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