
Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, é filho de um dos líderes do Comando Vermelho
Reprodução
O rapper Oruam optou por ficar em silêncio durante o depoimento prestado na Delegacia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, após ser preso na orla da praia da mesma região. O caso aconteceu na tarde de quinta-feira (20).
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como "Oruam", foi indiciado pelos artigos 307 e 308 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e liberado após pagar uma fiança de 40 salários mínimos que somam R$ 60 mil reais.
Oruam foi detido por policiais militares por ter desrespeitado uma ordem de parada. O artista realizou uma manobra conhecida como "cavalinho de pau" com o carro e parou o veículo na contramão de frente para a viatura.
Os policiais militares que conduziram o artista disseram na delegacia que a manobra perigosa pode ter sido somente para "exibição". Segundo os agentes, um grupo de pessoas já filmava a ação quando o "cavalo de pau" foi feito por Oruam. O cantor estava em velocidade incompatível, segundo os militares.
De acordo com a Polícia Civil, o artista ainda violou a suspensão do direito de dirigir determinada anteriormente pela Secretaria Nacional de Trânsito.
O artista é filho de um dos chefes do Comando Vermelho, Marcinho VP, preso desde 1996.
O artista foi referenciado no projeto de lei que propõe a proibição da contratação, por parte do município do Rio, de shows, artistas e eventos abertos ao público que envolvam apologia ao crime organizado ou ao uso de drogas. A "lei anti-Oruam" passa por análise das comissões da Câmara dos Vereadores.
Em nota, a assessoria do rapper afirmou que ele foi conduzido para a Delegacia da Barra da Tijuca após ter sido parado em uma blitz.
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