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Paciente com HIV no Escândalo dos Transplantes recebe remédios, mas sem formalização oficial

Internado em Salvador, ele teve melhora; família recebe apoio da Secretaria de Saúde do RJ

João Boueri
JOÃO BOUERI

18/07/2025 • 14:54 • Atualizado em 18/07/2025 • 14:54

Dois testes emitidos pelo laboratório PCS LAB Saleme, contratado pelo Governo do Rio, deram falso-negativo

Dois testes emitidos pelo laboratório PCS LAB Saleme, contratado pelo Governo do Rio, deram falso-negativo

Reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde ainda não formalizou o documento para fornecimento dos medicamentos para o paciente diagnosticado com HIV no caso do Escândalo dos Transplantes que mora em Salvador. Apesar disso, o engenheiro recebeu recentemente imunossupressores enviados pela pasta.

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O homem de 63 anos segue internado na rede privada, sem previsão de alta, mas com melhora nos últimos dias.

Os parentes do paciente também passaram a receber suporte psicológico após uma reunião realizada com a Secretaria de Estado de Saúde de forma virtual. Dois representantes da pasta chegaram a ir até Salvador para se reunir com os familiares.

Segundo a nota enviada pela Secretaria de Saúde, a visita faz parte das tarefas da equipe multidisciplinar, criada para o acolhimento e acompanhamento dos pacientes.

No dia 11 de outubro do ano passado, o caso foi revelado com exclusividade pela BandNews FM. Dois testes emitidos pelo laboratório PCS LAB Saleme, contratado pelo Governo do Rio, deram falso-negativo. Seis pessoas transplantadas passaram a conviver com HIV.

Quatro funcionários e dois sócios do laboratório PCS Saleme cumprem medidas cautelares. O Ministério Público acusa os réus pelos crimes de associação criminosa, lesão corporal gravíssima, falsidade ideológica e falsificação de documento particular. Eles chegaram a ser presos de forma preventiva no ano passado, mas foram soltos.

O processo judicial está em segredo de justiça. As audiências de instrução e julgamento já foram realizadas, assim como o interrogatório dos réus.

Procurada sobre a formalização das medidas, a Secretaria de Estado de Saúde ainda não se posicionou.

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