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Pai diz que bebê morta por padrasto se escondia ao voltar para casa da mãe

Polícia investiga histórico de violência; padrasto está preso

João Boueri
JOÃO BOUERI

06/04/2026 • 11:40 • Atualizado em 06/04/2026 • 11:40

Maya Costa, bebê de um ano de idade morta pelo padrasto

Maya Costa, bebê de um ano de idade morta pelo padrasto

Reprodução

O pai da bebê que morreu após ser agredida brutalmente pelo padrasto disse que a filha já se escondia embaixo da mesa para não voltar à casa da mãe. O corpo de Maya Costa Cypriano foi velado no Cemitério do Caju, na Zona Portuária do Rio, no domingo (5).

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A Delegacia de Homicídios da Capital investiga se a bebê já tinha sido agredida outras vezes e se o padrasto também batia na mãe da vítima. O pai de Maya disse que já tinha observado hematomas nas pernas e pelo menos quatro situações em que a vítima ficava "mole".

Segundo o Instituto Médico Legal, a causa da morte da bebê foi laceração no fígado e no pâncreas. A Polícia Civil classificou como "brutal" as agressões sofridas por Maya Costa.

O padrasto Lukas Pereira do Espírito Santo, de 23 anos, foi preso no sábado (4) e vai passar por audiência de custódia na tarde desta segunda-feira (6).

Ele foi alvo de um mandado de prisão temporária por 30 dias expedido pela Justiça do Rio e pode responder pelo crime de feminicídio doloso - quando há intenção de matar. A pena máxima para esse tipo de crime é 40 anos.

Na decisão, em plantão judiciário, a juíza Nathalia Calil Miguel Magluta afirmou que Lukas Pereira omitiu a verdade da mãe da bebê e postergou o atendimento médico no dia em que foram praticadas as agressões, com a intenção de se livrar do crime.

Na quinta-feira (2), a bebê começou a chorar e Lukas Pereira deu dois socos na região abdominal da vítima. O padrasto estava sozinho na casa, em Vila Valqueire, na Zona Oeste. A mãe da bebê e namorada do acusado estava em uma entrevista de emprego, na Zona Sul do Rio.

Lukas Pereira esperou a mãe da bebê chegar em casa ao menos três horas após o ocorrido para dar entrada na UPA de Madureira, na Zona Norte. A vítima já em parada cardiorrespiratória e não resistiu.

A prisão foi pedida pela Polícia após o lutador de artes marciais apresentar um depoimento contraditório e, no final, confessar as agressões na região abdominal da enteada.

Durante depoimento, o criminoso disse que após desferir os dois socos, a bebê voltou a dormir por cerca de 30 minutos e acordou "suando frio e gelada".

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