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Pais e responsáveis de alunos do Pedro II temem novo atraso ano letivo

Uma assembleia geral está marcada para a esta quinta-feira (16)

Vinícius Calixto
VINÍCIUS CALIXTO

15/10/2025 • 18:34 • Atualizado em 15/10/2025 • 18:34

Colégio Pedro II

Colégio Pedro II

Divulgação

O sindicato dos professores do Colégio Pedro II vai propor uma nova greve de dois dias para o fim deste mês. Um assembleia geral está marcada para a esta quinta-feira (16). Entre os assuntos, está a proposta de paralisação no dias 28 e 29 de outubro. Caso confirmada, esta será a segunda greve dos profissionais em um mês.

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A possibilidade vem deixando pais e responsáveis de alunos da rede federal preocupados, principalmente porque o colégio já tem o calendário atrasado em relação a outras instituições justamente por causa das greves.

Mãe de uma aluna do campus Tijuca, na Zona Norte, a administradora Bárbara Souza afirma que a filha continua com os estudos atrasados desde o ano passado. Ela ainda afirma que a filha perdeu amigos que optaram por sair do colégio.

Pai de um aluno do campus São Cristóvão, também na Zona Norte, Milton Tavares contou que já pensou em tirar o filho do Pedro II, mas não consegue por causa das condições financeiras para redes privadas.

De acordo com o Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II, a paralisação foi estabelecida após o Governo Federal não cumprir um dos acordos feitos na última greve, em 2024, que durou 3 meses.

De acordo com os profissionais, o não cumprimento do acordo afeta as condições de trabalho e a carreira dos docentes.

Os professores também reivindicam dispensa do ponto eletrônico para os docentes, 30 horas para os técnicos e recomposição orçamentária das instituições federais de ensino.

Outro ponto citado pelos sindicato é que o Governo Federal reconheça saberes e competências, remurando os docentes por titulação. A categoria vai tentar se reunir com o Ministério da Educação.

Procurado, o Ministério da Gestão e Inovação do Governo Federal não respondeu sobre a nova possibilidade de greve.

No ano passado, servidores do Colégio Pedro II iniciaram uma greve em 3 de abril, com o Sindicato dos Servidores.

A paralisação foi motivada pela falta de reajuste salarial e a desvalorização orçamentária da educação federal. As aulas de 2024 iniciaram apenas em julho, mas o ano letivo foi afetado, com a necessidade de reposição de conteúdo, de acordo com o Colégio Pedro II.

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