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Polícia faz operação contra empresas que pagavam criminosos por resgate de veículos roubados

Em 11 meses, quatro empresas movimentaram mais de R$ 11 milhões em esquemas com traficantes e ladrões

Da redação
DA REDAÇÃO

23/05/2025 • 07:06 • Atualizado em 23/05/2025 • 07:06

Policiais civis da Delegacia de Roubo e Furtos de Automóveis (DRFA) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) operam contra esquema milionário envolvendo roubo de veículos

Policiais civis da Delegacia de Roubo e Furtos de Automóveis (DRFA) e da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) operam contra esquema milionário envolvendo roubo de veículos

Reprodução/PCERJ

A Polícia Civil realiza uma operação contra um grupo que cobrava o resgate de veículos roubados no Estado do Rio. Segundo as investigações, em 11 meses, quatro empresas receberam mais de 11 milhões de reais pelos veículos recuperados.

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O inquérito revelou que empresas recuperadoras de veículos, conhecidas como "pronta resposta" ou "pronto emprego", contratadas por associações e cooperativas de proteção veicular, negociavam diretamente com roubadores, traficantes e receptadores o pagamento de valores para a devolução dos veículos.

O objetivo era evitar que as associações precisassem indenizar seus clientes com base na tabela Fipe.

Segundo a Polícia, o esquema impactou diretamente no aumento do número de roubos de veículos ocorridos no segundo semestre do ano passado e nos dois primeiros meses deste ano em todo o Estado do Rio de Janeiro, principalmente na Capital e na Baixada Fluminense.

O esquema funcionava da seguinte forma: quando um veículo protegido por uma associação ou cooperativa era roubado, os funcionários de empresas de "pronta resposta" entravam em contato diretamente com criminosos para negociar a devolução.

De acordo com os investigadores, para os criminosos, trata-se de uma forma rápida, segura e altamente rentável de obter dinheiro. O mesmo vale para essas empresas, pois, em média, foram pagos mais de R$6 mil por veículo recuperado, sendo que uma parte desses valores era pago pelo resgate e boa parte ficava para a empresa.

Na manhã desta sexta-feira, policiais civis cumprem mandados de busca e apreensão contra sócios e funcionários dessas empresas, com o objetivo de apreender celulares, computadores e documentos que comprovem a participação no esquema, além de identificar os responsáveis, do lado dos criminosos, pelas negociações.

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